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Casas noturnas pedem inclusão em Plano Emergencial da Cultura

sáb, 16 de maio de 2020 10:44

Da Redação

Proprietários de casas de show ressaltam o envolvimento e contribuição para o setor cultural através dos eventos independentes

Proprietários de casas de show ressaltam o envolvimento e contribuição para o setor cultural através dos eventos independentes

Diante do cenário de pandemia da covid-19, várias medidas de prevenção foram tomadas no intuito de evitar a disseminação e contaminação pelo vírus. Neste sentido, ressaltando o isolamento social como a maneira preventiva mais eficaz analisada até o momento, vários estabelecimentos comerciais e industriais tiveram que se adequar a um novo meio de oferecer os respectivos produtos.

Entretanto, alguns setores foram afetados fortemente pelo problema através da suspensão integral das atividades promovidas. É o caso de bares e casas noturnas que, diferente dos restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos alimentícios — que puderam retomar as atividades respeitando um plano de contingência, continuam de portas fechadas.

Sendo assim, no intuito de receber amparo, várias casas de show do país reivindicaram por meio de uma carta aberta, a inclusão de seus estabelecimentos na definição de ‘Espaços Culturais’ compreendidos no Projeto de Lei 1089/2020. O documento dispõe sobre a concessão de benefícios emergenciais aos trabalhadores do setor cultural a ser adotado pelo governo Federal perante a situação de emergência em saúde pública.

Entretanto, o PL compreende como espaços culturais apenas pontos de cultura; teatros independentes; escolas de música, dança e artes; cineclubes; centros culturais independentes em periferias e pequenos municípios, promovendo atividades de saraus, hip hop, cultura popular e bibliotecas comunitárias. O documento pede a inclusão das casas de show neste contexto, uma vez que contribuem para a movimentação do cenário cultural independente.

Em Araguari, o Vitrola Ambiente Cultural é uma das 18 casas de show solicitantes a este recurso. Em entrevista, o sócio proprietário do Vitrola, Marco Paulo Henriques, ressaltou que este segmento também é um tipo de ambiente cultural que vem passando por uma situação difícil com a falta de arrecadação. O empresário afirmou que entende e concorda totalmente com o isolamento social neste momento, mas espera ter algum tipo de auxílio para conseguir mantes as despesas.

Uma alternativa encontrada na tentativa de suprir os gastos enquanto o bar continua fechado, foi a venda do estoque de bebidas. O Vitrola ainda participou de uma ação promovida por uma empresa parceira em que, as pessoas ajudavam os estabelecimentos cadastros com a doação de algum valor a ser revertido em consumação no momento de reabertura do local. Essa empresa ainda repassou o dobro de dinheiro arrecadado em nome do Vitrola, auxiliando no fechamento das contas.

“É uma época de se reinventar. Impossível imaginar que as coisas voltarão ao que eram. É preciso pensar daqui para frente, a forma de consumo mudou, a forma de contato mudou, tudo mudou. Então, precisamos criar novas formas de se manter de pé. Temos alguns planos que estamos analisando, algumas alternativas para manter o Vitrola em atividade. E o público do bar pode ter certeza que faremos tudo para que isso aconteça”, destacou Marco Paulo.

Um estudo realizado pelo DATA SIM – SP em 21 estados brasileiros neste momento de pandemia do novo coronavírus, entre o período de 17 a 23 de março, apontou que o cancelamento de eventos e fechamento de espaços gerou um prejuízo no valor aproximado de R$ 484 milhões na economia brasileira. Este fator foi usado em justificativa para a inclusão ao benefício que prevê um auxílio mensal de R$ 1.045,00 aos trabalhadores do setor cultural e, um subsídio mensal de R$ 10 mil, destinado aos Espaços Culturais.

 

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