Suposta proibição de música ao vivo em bares e restaurantes causa mobilização em Araguari
sex, 11 de outubro de 2019 05:23Da Redação
Curtir um sambinha ou mesmo um acústico de MPB nos bares e restaurantes da cidade pode estar com os dias contados. Por mais absurdo que possa parecer, músicos da cidade afirmam que a proibição de apresentações ao vivo é uma recomendação do Ministério Público. O assunto foi amplamente discutido nesta semana e gerou polêmica entre araguarinos. Assim, manifestos contra a proibição foram feitos em uma rede social.

Recomendação supostamente veio do Ministério Público Estadual
“Música ao vivo é cultura e em nossa cidade — que não tem muitos atrativos para a comunidade, isso não deveria ser proibido. Tenho um filho que é músico e, além de estudar muito para se apresentar na cidade e região, é de onde ele tira seu sustento,” contou uma internauta.
Pessoas que residem próximo a estabelecimentos comerciais que oferecem esse tipo de atração, também afirmaram que não se sentem incomodados pelo volume do som. “A música ao vivo geralmente é feita com voz e violão e não atrapalha ninguém. Moro bem ao lado de um restaurante que, inclusive, oferece música ao vivo todos os finais de semana, o que atrai grande número de pessoas da cidade e região; isso movimenta nosso comércio,” afirmou Cátia Pereira Resende, que reside na região central da cidade.
Os munícipes ressaltam ainda que antes de proibir apresentações artísticas, os órgãos competentes deveriam fiscalizar outras questões relevantes na cidade, principalmente o som automotivo. “Não adianta tirar os músicos e deixar o carro de som de propagandas ou som automotivo em horários impróprios e os vizinhos que também insistem em fazer festas com altos volumes de som, quando acionamos a Polícia ou os fiscais da secretaria, eles não aparecem,” ponderou um estudante.
Diante disso, a Gazeta do Triângulo foi informada que os músicos da cidade estão se mobilizando para discutir essa situação junto ao Ministério Público. O problema também foi levado à prefeitura por meio da Fundação Araguarina de Educação e Cultura (Faec). Eles ainda contam com o apoio da Câmara Municipal. Para falar sobre o assunto a reportagem entrou em contato com a presidência da Fundação. Segundo afirmou Rafael Guedes, o caso está sendo apurado.
“Fizemos contato com as promotorias tanto a Curadora do Meio Ambiente quanto de Defesa do Consumidor. Eles afirmam desconhecer o assunto. Também tivemos notícia de que existe uma sentença bem antiga do doutor Rogério Fernal, mas ainda não identificamos o problema. Assim, estamos nos mobilizando para solucionar esse impasse que está afligindo a população, mas sempre à disposição da classe musical e cultura de Araguari,” afirmou o presidente da Faec. A reportagem também entrou em contato com a secretaria de Meio Ambiente, entretanto, até o fechamento desta edição não obtivemos retorno.
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O que estão querendo com está proibição acabar com a diversão das pessoas ou fechar os estabelecimentos todos de araguari que já anda muito defasado de divertimento e lazer liberem isto pois é a coisa mais absurda que já vi fazer ok✌
Porque só enxergam que não causa problemas? O caminhão do Jamil Som pode fazer o maior volume de som na orelha das pessoas, um som tão alto que incomoda a cidade inteira, sem contar os carros de propaganda que também incomodam.