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Diante da preocupação dos pais, PM reforça segurança em escolas de Araguari

sex, 29 de março de 2019 05:08

Da Redação

Promotor da Infância e Juventude também esclarece informações sobre ameaças de novos ataques

A quinta-feira, 28, começou com a intensificação da fiscalização policial em frente às escolas de Araguari. Isso porque circula pelas redes sociais uma possível ameaça de ataque a unidades de ensino, nos moldes do que aconteceu na escola de Suzano, em São Paulo. Muitos pais preferiram não levar os filhos para a escola com medo de novas ocorrências. Diante disso, o comando do 53º Batalhão de Polícia Militar decidiu reforçar a segurança, fazendo o revezamento de policiais principalmente nos turnos de entrada e saída de alunos.

Medidas acontecem após ameaças de ataques em escolas do município

Medidas acontecem após ameaças de ataques em escolas do município

 

De acordo com o comandante da PM, tenente-coronel Mendonça, além do aumento do contingente policial nas unidades de ensino, também foram intensificadas as rondas das equipes da Polícia Militar em torno dos colégios. “A iniciativa é em virtude da preocupação dos pais, mas garantimos que a situação está sob controle. O reforço policial está sendo feito e as últimas informações sobre atentados se tratam de notícia falsa. Estamos trabalhando para manter a segurança e fazer com que a situação volte à normalidade o mais rápido possível.”

As autoridades policiais estão mobilizando diretores das unidades de ensino municipais, estaduais e particulares. Diante disso, o 53º Batalhão realiza na próxima segunda-feira, 1º de abril, uma reunião no auditório do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos de Araguari (Imepac). O encontro terá início às 10h e na pauta o tema tratado será a Segurança nas Escolas.

A Câmara Municipal de Araguari também realiza hoje, 29, às 18h uma audiência pública. A iniciativa do vereador Giuliano Rodrigues (PTC) conta com a presença de diretores e professores, bem como, pais, representantes da Superintendência Regional de Ensino, secretaria de Educação, Ministério Público e das polícias Civil e Militar. “Diante do que aconteceu no município decidimos adiantar a audiência que seria no dia 11. Também contamos com a participação da população. Vamos esclarecer o que está acontecendo no município e poderemos discutir os meios de enfrentamento de novas situações.”

Enquanto a Polícia Militar trabalha na fiscalização, a Polícia Civil e o Ministério Público investigam o caso que ocorreu no município na última terça-feira, 26. Na tentativa de esclarecer os fatos, o promotor de Justiça da 7ª Promotoria e Curador da Vara da Infância e Juventude e Execução Penal, Felipe Gomes de Araújo, concedeu entrevista à reportagem na tarde de ontem, 28.

Segundo ele, diante da inquietação da população que está assustada com as informações sobre supostas ameaças de massacre nas escolas, é preciso explicar que não há nenhum indício que aponte a ocorrência de novos atentados. “As mensagens que estão circulando são falsas, pois, acompanhamos o caso e não temos outros fatos que possam indicar possíveis ataques. Desta maneira, os pais podem e devem levar seus filhos para a escola normalmente. A população pode manter a calma, uma vez que estamos prosseguindo com as investigações, a fim de saber se os jovens iriam cometer o que estavam organizando. Houve a apreensão de dois envolvidos, assim, eles não oferecem nenhum tipo de risco aos demais estudantes.”

O promotor ressaltou ainda que os dois menores se encontravam recolhidos num prédio anexo à Delegacia de Polícia Civil e participaram de audiência no Juizado da Infância e Juventude. No começo da tarde de quarta-feira, 27, a Promotoria da Infância e Juventude pediu a internação de ambos pelo prazo de até 45 dias. “Eles não possuem nenhum antecedente. Dependendo dos resultados das investigações, poderão permanecer internados por até três anos. Assim, ressaltamos que não haverá impunidade e continuamos investigando outros suspeitos e elementos que foram apreendidos, como computadores e celulares dos envolvidos.”

Prevenção

Para o promotor Felipe Araújo, o trabalho preventivo das autoridades e escolas do município é fundamental, mas é preciso que os pais exerçam o controle familiar, a fim de evitar situações parecidas. “Vimos que os pais muitas vezes não estão acompanhando os filhos, seja por falta de tempo ou por não terem conhecimento dos aplicativos e redes sociais, que são utilizados pelos jovens. Mas é preciso fiscalizar, ouvir as crianças, fazer o acompanhamento junto às escolas para identificar algum tipo de carência. Caso seja verificado comportamento inadequado é preciso procurar ajuda médica e até mesmo, policiais.”

Outra dica de segurança, é quanto ao acompanhamento realizado pelas escolas. “As unidades de ensino que identificarem qualquer situação devem acionar rapidamente as autoridades, como aconteceu nesta semana. Os diretores foram orientados e neste caso agiram corretamente. Com o trabalho ágil realizado em conjunto entre escola, Polícia Militar e o MP foi possível dar uma resposta efetiva à comunidade. Diante disso, nos colocamos à disposição da população, das escolas, Câmara e das polícias Civil e Militar.”

 

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