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Jovem é submetido a cirurgia após tentar entrar no presídio com celular no estômago

ter, 5 de fevereiro de 2019 05:29

Da Redação

Mulher também foi surpreendida durante visita na Unidade

A prisão, em regra, não impede o recebimento de visitas, mas demanda restrições de horário e dia, tempo máximo de permanência e revistas. A forma com ocorrem varia de acordo com os estados e com a unidade prisional. Existem as revistas íntimas, as revistas mecânicas e também invertidas.

Araguari não foge à regra dos demais presídios brasileiros e enfrenta situações diversas nas visitas ** Divulgação

Araguari não foge à regra dos demais presídios brasileiros e enfrenta situações diversas nas visitas
** Divulgação

 

Em Araguari – que possui uma população carcerária considerável, dia de visita é sinônimo de problema pela frente, pelo menos de acordo com os últimos acontecimentos registrados na unidade localizada no Parque dos Verdes.

Recentemente, mais dois episódios chamaram a atenção e mereceram denúncia à Polícia Judiciária. Na semana passada, durante procedimento de revista dos albergados (presos que apenas pernoitam no presídio), o detector de metais apitou várias vezes na região do peito do autor F. C. (25 anos).

Segundo relatado no boletim de ocorrência (Reds), o jovem foi encaminhado para a Unidade de Pronto-Atendimento 24 Horas. Após exame de raio-x, constatou-se que havia algo de metal em seu estômago.  O rapaz permaneceu por três dias em observação, sendo realizado procedimento cirúrgico para a retirada do objeto – um mini celular.

F. C. possui condenação de 6 anos e 4 meses por roubo e corrupção de menor. A sentença foi proferida em 2015, pelo Juiz Ewerton Roncoleta, então titular da Vara Criminal da Comarca.

A reportagem apurou que, no mês passado, no horário do almoço, a autora S. M. (27 anos) pretendia visitar seu companheiro no local, porém, a raquete detectora de metais apitou inúmeras vezes. As agentes dialogaram com a mulher perguntando se a mesma estava com alguma coisa metálica em seu corpo. Inicialmente ela teria negado, mas depois assumido que havia materiais ilícitos introduzidos – dois celulares e duas baterias, os quais foram removidos.

Como a visitante estava com uma criança de colo, o Presídio de Araguari acionou o Conselho Tutelar.

Conforme a Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Seap-MG), os servidores, visitantes, entre outras pessoas que necessitem adentrar na unidade prisional, deverão passar por revista corporal. As pessoas que se recusarem a passar pelos procedimentos de revista, não poderão adentrar no estabelecimento e as flagradas em situação de irregularidade serão detidas pela equipe de segurança, a qual deverá acionar o coordenador de segurança.

Durante o procedimento de revista, os menores de idade deverão estar acompanhados do responsável legal ou pessoa por este indicada.

OUSADIA

No fim do ano passado, um tablete de maconha e um smartphone LG foram apreendidos com uma mulher de 32 anos, quando pretendia visitar um parente na unidade prisional de Araguari.

A equipe de agentes do estabelecimento suspeitou da senhora depois que a raquete detectora apitou inúmeras vezes. Ela foi questionada se havia algo em suas partes íntimas, de acordo com o boletim de ocorrência, mas negou inicialmente. Porém, após diálogo com as agentes, assumiu que havia escondido um telefone, entregando o mesmo.

Ainda segundo relatado, a suspeita foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento 24 Horas com o objetivo de verificar se havia mais algum objeto em suas partes íntimas. Foi realizado um exame de raio-x, quando o médico constatou um corpo estranho. Novamente questionada, a mulher informou que se tratava de maconha embalada em um invólucro. A droga foi retirada pela mesma e entregue aos agentes responsáveis pela escolta.

O flagrante se deu em razão do ótimo trabalho do Serviço de Inteligência do Presídio de Araguari, que se encontra atento contra ações criminosas no interior da unidade.

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