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Duas mortes por dengue são registradas no Triângulo Mineiro

sáb, 15 de dezembro de 2018 05:32

Da Redação | Com Assessoria

Araguari não confirmou casos da doença nos últimos meses

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou, na última semana, o boletim com os resultados do Levantamento de Índice Rápido para Aedes Aegypti. Segundo os dados, mais de 40% dos municípios de Minas Gerais estão em situação de risco ou alerta, para a possibilidade de um surto de dengue. Em Araguari, não foram registrados novos casos da doença.

De acordo com informações da SES, no Triângulo Mineiro foram registradas duas mortes, sendo uma em Ituiutaba e outra em Uberaba. Em todo o estado, foram confirmadas oito mortes pela doença e onze estão sendo investigadas.

O boletim aponta que, esse ano, foram registrados 27.172 casos prováveis de dengue e, nos primeiros dez dias de dezembro, 120 casos prováveis foram registrados. Além disso, depósitos de água com foco do mosquito foram identificados em 468 cidades.

Segundo Vicente de Paula Marques de Oliveira, coordenador do Departamento de Zoonoses da secretaria de Saúde de Araguari, durante o período chuvoso é comum o aumento dos focos do mosquito. “Essa é uma situação que ocorre no período chuvoso, mas ao mesmo tempo é preocupante”.

Departamento de Zoonoses está intensificando as ações para evitar novos surtos da doença

Departamento de Zoonoses está intensificando as ações para evitar novos surtos da doença

 

O coordenador afirma que, esse ano, a dengue está controlada no município. “Não tivemos nenhum surto esse ano. Nós fizemos um LIRAa em agosto e obtivemos o índice de 0.9%, sendo que, o índice aceitável pela Organização Mundial de Saúde é de até 1%. No final de outubro, com o início das chuvas, fizemos um novo LIRAa e obtivemos 2%, que significa médio risco”.

A equipe do Departamento de Zoonoses está intensificando as ações para evitar novos surtos da doença. “Estamos trabalhando para que o próximo índice não seja alto e consigamos manter o controle da doença. Estamos fazendo mutirões, visitando casas abandonadas, terrenos baldios, estamos recolhendo pneus, fazendo palestras, dentre outras ações”.

O coordenador ressalta que as equipes estão montando ovitrampas nos bairros. “Nós montamos 210 armadilhas em diversos bairros para o monitoramento do mosquito. Semanalmente, recolhemos os ovos e fazemos a contagem, para observamos os locais de maior índice. Começamos essa ação em setembro e recolhemos mais de 12 mil ovos do mosquito até o momento”.

Dentre os bairros com os índices mais altos estão o Novo Horizonte, Vieno e São Sebastião. “A população precisa se conscientizar e nos ajudar nesse enfrentamento ao mosquito. Encontramos muitos focos em nosso último levantamento e 90% dentro das residências. São tambores de água, pratinhos de planta, vasilhas de animais, ou seja, locais de fácil acesso. São medidas simples e que podem evitar um novo surto da doença”.

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