Consumidores iniciam as compras de materiais escolares
sáb, 15 de dezembro de 2018 05:32Da Redação
Em alguns estabelecimentos a procura começa na Black Friday
A procura por materiais escolares começou esse mês em estabelecimentos especializados do município. Muitos consumidores preferem antecipar as compras em busca de descontos. A estimativa é de que, adquirindo materiais básicos, ou de coleções antigas, seja possível economizar aproximadamente 10%.
De acordo com o vendedor de uma papelaria, a procura por materiais escolares teve início em novembro, com a Black Friday. “Nós começamos as compras das novas coleções em agosto, então, recebemos novos materiais durante todos os meses seguintes. Estamos tendo uma boa procura desde novembro”.
Michelly Silva inicia as compras em janeiro, mas pesquisa os preços dos materiais desde o mês de dezembro. “Sempre compro no começo de janeiro, mas gosto de olhar os preços com antecedência”. A consumidora adquire anualmente materiais para dois jovens. “Deixar para comprar de última hora é caro e ainda corremos o risco de não encontrar algumas coisas. Se comprar antes é possível economizar”.
Em outra loja especializada, a vendedora afirma que os preços de dezembro são os mesmo de janeiro. “A procura pelos materiais começou, pois também é uma opção para presentes de Natal, mas a maior parte dos consumidores deixa para comprar em janeiro. Como recebemos grande parte da coleção, os preços são os mesmos”.
Thallyta de Moura iniciou as compras esse mês, mas afirma que os preços dos materiais em Araguari são abusivos. “Não compro mais no município há quase três anos. Minha mãe mora na cidade de Ouvidor, e lá eu consigo comprar os materiais para duas crianças por metade do valor total que ficaria somente para uma criança se tivesse comprado em Araguari. Aqui, o material básico, sem personagens, ficaria em mais de R$ 150. O preço é muito abusivo”.
Em outra papelaria, a vendedora afirma que os consumidores têm preferido materiais mais básicos. “Tivemos uma procura grande por materiais mais básicos, principalmente devido às cartinhas de Natal”.
Segundo o diretor de Fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Cláudio Rodrigues, alguns materiais não podem ser exigidos pelas escolas. “Existem vários itens que não podem estar na lista de materiais. Caso a escola peça alguns desses itens, o consumidor pode realizar a denúncia no Procon”.
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