Grupo Gerar promove primeiro curso preparatório de candidatos à adoção
sex, 5 de outubro de 2018 05:12por Tatiana Oliveira
Interessados e entusiastas devem inscrever-se previamente
O Grupo Gerar de apoio à adoção completa um ano de sua criação em novembro deste ano. Desde sua idealização, pequenas ações são realizadas, como orientações de postulantes à adoção, apresentação de projetos à Vara da Infância e da Juventude, conscientização em escolas, entre outros.
No dia 25 de outubro, no Colégio Nacional, o grupo realiza a abertura do primeiro curso preparatório ‘Gerando no Coração’ para pretendentes à adoção. “Esse é o primeiro trabalho expressivo que o grupo vai fazer. Antes esses cursos eram ministrados pelo grupo Pontes de Amor, de Uberlândia, mas agora os postulantes podem fazê-lo aqui na cidade”, comenta a psicopedagoga e presidente do grupo Fernanda Pelegrini Marques. O evento acontece às 18h30 com apresentação musical do Projeto Curupira.
Além de inaugurar o curso e expor a postulantes à adoção e profissionais da Vara da Infância de Araguari, também serão apresentados outros projetos do Gerar: Gerando Capacitação Jurídica, Psicológica e Social; Gerando Consciência Adotiva, Gerando Amigos e Gerando Segurança.
Marques informa que o curso é uma exigência legal para aqueles que têm a intenção de adotar uma criança. “A pessoa para adotar precisa estar no Cadastro Nacional de Adoção – CNA – e ter um certificado de participação no curso preparatório. É igual um pré-natal, aquele que não faz um pré-natal corre um risco muito grande de complicações na gravidez. Quem vai adotar e não se prepara também corre risco, pode perder a chance de não ter a criança.” Segundo ela, as chances de adoção caem 90% sem o curso preparatório.
O público alvo, informa Fernanda, é amplo. “O curso está aberto para postulantes à adoção, pós adoção e pessoas que se interessam pelo assunto, que queiram ser voluntários, participar de alguma forma”. Ela ainda ressalta que o curso é gratuito e a única exigência para participar é estar presente em todos os encontros e a inscrição prévia.
O curso tem duração de dois meses e acontecerá em nove encontros todas as quintas-feiras no Colégio Nacional a partir das 18h30. Segundo ela, vão ministrar as aulas profissionais da área de serviço social, psicologia, psiquiatria, direito e pedagogia. “Serão discutidos diversos temas: Gerando no coração; Crianças na área de risco; Motivação para a adoção; Criança ideal X criança; origem da criança; Rigidez ou flexibilidade; Estágio de convivência; Desenvolvimento da criança e do adolescente; Aspectos jurídicos; Respeitando a identidade espiritual da criança; entre outros”.
O evento é uma parceria entre o Grupo Gerar, o Colégio Nacional e o Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos – Imepac. Para inscrever-se, os interessados devem contatar o grupo no gerar.araguari@gmail.com ou nos telefones (34)98862-1073 e 3513-7757.
Quem pode adotar
– Qualquer pessoa maior de 18 anos independente de seu estado civil. Os pais adotivos precisam ser no mínimo 16 anos mais velhos do que o adotado.
10 passos para adotar
1) O primeiro passo é procurar a Vara de Infância e Juventude mais perto de sua casa e entrar com um pedido de adoção.
2) Após a entrada do pedido, você será encaminhado para o setor técnico da Vara, onde assistirá palestras de orientação sobre a documentação e os cuidados necessários.
3) Os futuros pais considerados aptos são encaminhados para entrevistas com psicólogos e assistentes sociais. Os considerados não-preparados recebem o contato de grupos de apoio para pretendentes à adoção.
4) Nas entrevistas, os pais são avaliados. Nessa fase, a casa dos adotantes também deve ser visitada por assistentes sociais.
5) O setor elabora um parecer técnico sobre as condições da futura família, que vai ao Ministério Público. O Ministério Público analisa o caso e faz o seu próprio parecer. O processo todo é encaminhado ao juiz da Vara.
6) O juiz decide se os pais estão habilitados para a adoção. Se estiverem, seu registro vai para o Cadastro Nacional de Adoção. Se não estiverem, eles podem recorrer à decisão.
7) Depois de os pais estarem devidamente cadastrados, o juiz analisará as crianças que estão disponíveis para adoção e que correspondem ao perfil especificado. Quanto menos exigências o casal fizer, mais rápida é essa fase.
8) Se os pais concordam com a sugestão do juiz, começa a fase de “aproximação”. A criança começa a ser preparada no abrigo para conhecer a família. A família recebe informações sobre a história da criança.
9) Os pais conhecem a criança gradativamente. Primeiro de longe. Depois, conhecem dentro de um grupo. Após algumas visitas, levam a criança para passear. Mais tarde, para dormir na casa da família. Assistentes sociais e psicólogos acompanham o processo.
10) Se der certo, os pais recebem a guarda da criança por um “período de convivência”. A Vara e o abrigo acompanham tudo. Quando a nova família for considerada “estável”, a adoção é formalizada e a criança é considerada filha, com todos os direitos de um filho biológico.
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