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Preocupação com alagamentos continua para moradores do Residencial Madrid

sáb, 22 de setembro de 2018 05:06

Da Redação

Bairro existe há oito anos e é palco de transtorno em dias de chuvas fortes

Um sonho que virou pesadelo. É isso que moradores do Residencial Madrid vivem quando chega o período chuvoso. Cada vez que o céu se fecha, vem a torcida para que seja uma chuva branda. “Graças a Deus está chovendo fraquinho e não alaga. O problema é quando as chuvas fortes chegarem. Nesse caso, em cinco minutos a água começa a entrar em nossas residências e são horas até que ela escoe”, comenta o representante dos moradores Fábio Daniel Rosa.

Além dos transtornos para entrar e sair de casa, moradores também relataram sobre o lixo trazido pelas águas

Além dos transtornos para entrar e sair de casa, moradores também relataram sobre o lixo trazido pelas águas

 

A cena é triste e nem precisa chover no bairro para que haja uma enxurrada. “O que acontece é que as águas dos bairros lá de cima descem com muita força, porque a rede pluvial não suporta. Quando tenho visitas em casa e começa a chover, logo peço para irem embora ou seus carros serão inundados”, coloca Rosa.

Segundo ele, o prejuízo financeiro chegou a seu salão de beleza. “Precisei alugar outro cômodo, pois meu salão era na garagem de casa e sempre que chove alaga. É muito rápido e as consequências são desastrosas”.

Uma senhora moradora do bairro também compartilha a preocupação. “Olha o que estamos passando. A água entra na minha casa e com ela vem rato, barata, escorpião, tudo para dentro da casa da gente. Como é que se vive desse jeito? É questão de saúde. Em chuvas de 10 minutos a água chega a bater meio metro no muro de uma casa”.

O cenário de desespero completa oito anos e, mesmo com o auxílio de uma empresa para fazer uma obra que reduza o alagamento no bairro, a solução ainda parece distante. “Não queria acreditar nisso, mas ao que parece esse ano a obra ainda não vai ser feita”, diz o representante.

O projeto foi travado devido ao parecer jurídico do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente – CODEMA. “A advogada do Conselho pediu vista do processo, analisou e fez diversas observações que o empreendedor deverá alterar. Infelizmente, o empreendedor terá que reajustar o projeto; não sei se vai demorar porque isso vai gerar gastos muito altos para o empreendedor”, lamenta Miclésio Euzébio da Silva.

Embasada legalmente, a burocracia pode prejudicar os moradores do bairro. “Todos os técnicos da prefeitura com quem falei disseram que nunca viram um parecer desses, de região de amortização. Ela tem prerrogativa para isso, porém está sendo inflexível, insensível. Se ela for corrigir tudo, corrigir o mundo por meio de nosso projeto, a obra nunca será concluída. É um projeto que atende não só um empreendimento, é social. Ela não está errada, mas no nosso caso os moradores são muito prejudicados com a espera”, lamenta.

A Gazeta do Triângulo entrou em contato com a advogada responsável pelo parecer, a qual se colocou à disposição para esclarecer a situação para a reportagem em data futura. No momento de elaboração dessa matéria a advogada estava em reunião e não pôde dar entrevista.

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