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Tire suas dúvidas sobre o novo emplacamento no padrão Mercosul

sáb, 15 de setembro de 2018 05:33

Da Redação

Rio de Janeiro foi o primeiro estado a adotar o modelo

A notícia do novo emplacamento, conforme padrão Mercosul, no Rio de Janeiro gerou dúvida a diversos leitores da Gazeta do Triângulo a respeito da obrigatoriedade e da vigência da lei. A fim de esclarecer diversos pontos, entramos em contato com alguns especialistas.

Troca somente é obrigatória em caso como transferência ou danos na placa atual

Troca somente é obrigatória em caso como transferência ou danos na placa atual

 

De acordo com o proprietário de uma indústria de placas de Araguari, André Luís, apesar de o Rio de Janeiro ter implantado desde terça-feira, 13, o novo emplacamento com elementos anticlonagem que garantem mais segurança aos motoristas, o prazo máximo para os demais estados aderirem ao novo modelo é 1º de dezembro. “Todas as fábricas precisam se cadastram ao Departamento Nacional de Trânsito – Denatran, e isso ainda não foi concluído. Precisamos, também, adquirir novo maquinário para fazer as novas placas”, disse à Reportagem.

O padrão Mercosul foi anunciado inicialmente em 2014, mas o adiamento aconteceu três vezes até o momento. As placas Mercosul são usadas na Argentina e Uruguai. Não haverá mais necessidade de trocas de placas para os veículos que estão em circulação, apenas para os novos, transferidos de município ou de proprietário e em danos ou outras situações que exijam troca de placas. “Ainda não temos uma estimativa de quanto isso vai custar aos bolsos dos cidadãos”, coloca o empresário do ramo de placas. “Se você tiver com veículo emplacado não precisa mudar, somente aqueles que saírem novos”, complementa o despachante Thiago Belo.

De acordo com o Denatran, a nova resolução padroniza a produção das placas nacionalmente, o que pode diminuir seu custo.

A nova placa terá uma tarja azul, bandeira do Brasil e outra configuração de letras e números. Em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números e poderão ser embaralhados, como na Europa.

Nas novas placas, para todos os veículos, seja comercial, diplomático etc., o fundo da placa será branco e o que muda é a cor das letras e números. Nos veículos de passeio a cor será preta; comerciais: vermelha; carros oficiais: azul; em teste: verde; diplomáticos: dourado e colecionadores: prateado.

Além disso, contará com um chip e QR Code para facilitar a identificação dos veículos roubados ou clonados nos países do Mercosul. Segundo o Denatran, também será possível o compartilhamento de dados com sistemas de cancelas e portões, que poderão ser utilizados em pedágios e estacionamentos.

Com as novas tecnologias empregadas para evitar falsificações, o Denatran informou que as novas placas não utilizarão mais o lacre. Em muitos casos o lacre era rompido e deveria ser reposto para evitar multa.

Contra falsificações, marcas d’água com o nome do país e Mercosul estarão grafadas ao longo das placas. No Brasil, a placa terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa.

1 Comentário

  1. Carlos disse:

    Como sempre o povo tomando na b#%&$&#& para alguns do setor faturaram mais . Vai ser igual aos extintores E kits primeiro socorros .

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