Em torno de duas denúncias de maus-tratos contra animais são registradas semanalmente
ter, 31 de julho de 2018 05:29por Mel Soares
Na manhã dessa segunda-feira, o comandante do 2° Pelotão de Meio Ambiente, tenente Sérgio Quirino, concedeu entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo para falar a respeito das atribuições da polícia em relação aos maus-tratos contra animais.
Conforme informações, ao receber a denúncia, uma guarnição se desloca até o endereço para apurar os fatos, cujo crime deve ser comprovado por meio de laudo emitido por médico veterinário.
Mesmo em casos em que não são configurados crimes e apenas a identificação de doença, é feito o registro para que haja acompanhamento da polícia sendo que o veterinário oferece o receituário ao tutor do animal para proceder ao tratamento adequado.
“Tivemos situações em que o animal estava bastante debilitado, com sede, muito fraco, bem magro e com feridas”, destacou.
O 2° Pelotão de Meio Ambiente atende em média duas ocorrências por semana de maus-tratos contra animais. Na semana passada, um equino foi encaminhado para o Curral Municipal após ter sofrido maus-tratos, sendo a ocorrência registrada pela polícia.
Grande parte das denúncias é feita por vizinhos afirmando que animais como cães ou gatos foram abandonados por moradores que estão viajando ou se mudaram. “Houve relato de abandono que perdurou por um mês”, exemplificou. Denúncias dessa natureza podem ser feitas pelo telefone: 3241-5513.
Um dos transtornos enfrentados na cidade diz respeito ao Canil Municipal que apresenta superlotação. “O canil não tem vaga, e, por isso, contamos com o apoio de entidades como a Aproama e de protetores independentes, que auxiliam com lar temporário e depois encaminham para adoção”.
Ao final da entrevista, o comandante da unidade destacou a história de um cão de rua, que vivia nas imediações da sede do 2° Pelotão de Meio Ambiente. O animal foi intitulado como quebra-mola após ter sido gravemente atropelado e não ter se ferido. O animal contraiu pneumonia, sarna e foi encaminhado ao Canil Municipal onde recebeu tratamento. Segundo o comandante, o cão recebia alimentação e carinho dos militares sendo que um deles ficou sensibilizado com a história e resolveu adotá-lo. Há uma semana ele está na casa do sargento Marcos que fazia parte do grupo que dividia o almoço com o quebra-mola.
O militar, que tem mais três cães em casa, conta que uma das motivações que resultou no desejo de adotar foi o amor da sua esposa, Janine Christine Januário de Oliveira, com os animais.
“Minha esposa carrega saco de ração para alimentar animais de rua, e nestes onze anos de convivência com ela passei a ter um olhar mais humano por esta causa. Adotamos o quebra-molas e vamos oferecer a ele tudo de melhor.”
A filha do casal, Lavínia Januário de Oliveira, ainda é criança, mas já demonstra afeto e muito cuidado com os animais. “Ela coloca comida para os cachorros e tem um carinho muito especial, sobretudo com o quebra-mola que está precisando de mais atenção”, finalizou.
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