Obra que promete resolver problema de alagamento do Madrid aguarda trâmites burocráticos para ser iniciada
ter, 17 de julho de 2018 05:24por Tatiana Oliveira
Moradores do bairro reuniram-se com vereadores para solicitar auxílio à prefeitura
Na última sexta-feira, 13, representantes das ruas A1 e A2 no bairro Residencial Madrid estiveram reunidos com os vereadores Giulliano Sousa Rodrigues (PTC); Warley Ferreira de Morais (PMB); Wellington Resende da Silva (PNM) e Wesley Marcos Lucas de Mendonça (PPS). A pauta do encontro foi a tentativa de agilizar o trâmite burocrático da prefeitura em relação a um projeto que promete solucionar o problema de alagamento no local.

Moradores lidam com ruas alagadas em período chuvoso há oito anos
A obra será realizada por uma empresa privada, que vai construir um loteamento na parte de trás das duas vias. “Nós estamos trabalhando junto à prefeitura, bem como a empresa que vai fazer o loteamento, para que haja uma parceria para execução da obra. Ela vai fazer uma parceria com o município, mas também será beneficiada. A empresa não vai receber verba pública, pelo contrário, dará uma contrapartida ao município para que seja feita a drenagem pluvial”, coloca o vereador Wesley Lucas. “Vale ressaltar que o projeto ainda se encontra na fase burocrática e precisa superar esse item nos diversos departamentos da prefeitura”, complementa.
O projeto do loteamento, conforme apurado pela Gazeta do Triângulo, inclui a drenagem pluvial e vai redirecionar a água da chuva para um sistema existente. “Se a obra for realizada da maneira projetada, vai resolver o problema do Madrid. A empresa concordou em proceder a essa drenagem. A intenção é escoar a água de forma mais rápida”, coloca Glaucimar Soares da Silva Vieira, geógrafa da secretaria do Meio Ambiente.
Segundo ela, o próximo passo é aguardar as alterações solicitadas pela secretaria. “Pedimos alguns documentos para a empresa e estamos aguardando que nos enviem. O projeto foi analisado pelas técnicas do Meio Ambiente e agora mandamos para o Protocolo geral. Estamos aguardando as informações do loteador. Assim que o projeto voltar para nós, terminamos o parecer, passamos pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental – CODEMA – e depois de aprovado o projeto é encaminhado para o último local, que é a procuradoria”, afirma. “O processo está bem adiantado; aguardando o retorno da empresa”, completa.
Giulliano Sousa Rodrigues (PTC) afirma que, no momento, foi decidido que nova reunião seria marcada com a Procuradoria, Meio Ambiente e Obras. “Isso para definir o que está faltando para melhorar a estrutura deles, pois durante a chuva acontece o alagamento causando muito transtorno, mas vamos trabalhar para que esse problema seja resolvido, visto que se arrasta há anos”.
O problema soma oito anos e afeta quem vive próximo ao entroncamento. “O que ocorre é que, ao chover, a água de outros bairros vem toda para cá e não tem onde escoar”, coloca o representante dos moradores Fábio Daniel Rosa.
O representante fala ainda, de alguns dos transtornos que passa no período chuvoso. “É insuportável, porque quando chove você fica ilhado. Quem está dentro da casa não sai e quem está fora não entra. Cheguei a carregar meu filho de três anos no colo durante o alagamento; a água suja estava na minha cintura e eu tentando atravessar com ele”, conta. “Na minha casa não entra água, mas em outras a enxurrada chega a voltar pelo ralo do chuveiro”, comenta.
O vereador Warley Ferreira de Morais (PMB) afirma que os quatro edis estão cobrando posicionamento da prefeitura. “O governo fez o compromisso que, em maio, estaria iniciando as obras de infraestrutura do bairro e em julho seria concluído, mas nada começou. Não vamos nos furtar com a nossa responsabilidade e iremos cobrar, tendo em vista a necessidade; não podemos permitir que seja realizada no período de chuva”, coloca.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Hamilton Tadeu de Lima Junior, as alterações pedidas foram para maior efetividade da obra. “Havia a necessidade de algumas alterações porque, para ser bem sincero, é o momento de resolver esse problema e da forma que estava não seria eficaz. O nosso serviço é esse, fazer a análise técnica e pedir os ajustes necessários para que o problema seja resolvido de fato”, conta.
O morador do bairro espera que o processo seja agilizado. “Estamos cansados e sem saber a quem recorrer. Levamos ao Ministério Público – MP há três anos e o projeto saiu tem três meses”, diz. Mendonça afirma que a representação no MP virou ação civil pública contra o município, mas que ainda não foi concluída. “Fui procurado por esses moradores há três anos, desde a legislatura passada. Naquela ocasião ingressamos com uma representação no MP a qual virou uma ação civil pública contra a prefeitura e paralelo a isso, assumi o compromisso com os moradores de também me empenhar para a solução definitiva”.
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