Homicídio em clube campestre: julgamento popular acontece no próximo dia 3
qui, 21 de junho de 2018 05:09Da Redação
Mesmo com a principal acusada presa, caso se arrasta há quatro anos
A 1ª Vara Criminal da Comarca confirmou para dia 3 de julho, a partir de 10h, a sessão de julgamento popular das acusadas Camila, conhecida como “Camila Paredão”, e Bruna. Elas foram denunciadas pelo assassinato de Priscila Campos Santana da Silva, 29 anos, em maio de 2014, durante evento de som automotivo em um clube campestre de Araguari, e pela tentativa de homicídio contra D. G., na mesma oportunidade.

Priscila Campos Santana da Silva foi assassinada em 2014
** Arquivo
O sorteio dos jurados foi realizado nessa semana. Vinte e cinco representantes da sociedade araguarina foram escolhidos para comparecerem ao Fórum Oswaldo Pieruccetti no dia 3, quando sete deles formarão o Conselho de Sentença.
Camila foi presa dois meses após os fatos, em Ituiutaba, e confessou sua participação no crime, alegando legítima defesa. Ela teve a preventiva decretada e se encontra recolhida na unidade prisional de Araguari. A segunda acusada responde ao processo em liberdade.
Mais duas pessoas também foram denunciadas pelo Ministério Público, no entanto, entendeu o Juiz que não foram apresentadas provas suficientes do envolvimento de ambas. Uma teria entregado a faca para a executora do crime, enquanto a outra teria oferecido fuga às acusadas.
A Promotoria sustenta que na ocasião dos fatos, Camila “Paredão” desferiu a facada letal contra a vítima Priscila, após terem iniciado uma discussão por motivos banais durante a festa que ocorria no clube. Em razão do golpe, a jovem caiu próximo de sua amiga, que lançou uma lata de cerveja contra o rosto da acusada para evitar que prosseguisse esfaqueando Priscila.
Contudo, neste momento, segundo a denúncia, a outra acusada segurou a vítima D. G. para que sua comparsa também pudesse lhe acertar um golpe de faca, não conseguindo êxito por circunstâncias alheias à vontade das envolvidas, visto que a facada acabou acertando a região do braço da vítima D. G.
Por fim, a acusação afirma que no homicídio consumado o motivo fútil consistiu nas desavenças anteriores entre Camila e Priscilla, sendo foi cometido por recurso que impossibilitou a defesa da ofendida, em razão da surpresa do ataque praticado pela acusada durante a festa.
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