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Combustíveis apresentam redução de preço em relação ao início da crise de abastecimento

qua, 20 de junho de 2018 05:26

Da Redação

Após crise de abastecimento gás de cozinha sobe R$ 5 e continua raro no mercado

Após a paralisação dos caminhoneiros que ocorreu no mês passado o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon – de Araguari realizou pesquisas de preços dos combustíveis e do gás de cozinha na cidade, itens que sofreram crise de abastecimento em decorrência da manifestação. “É preciso estar atento aos valores, pois varia muito, principalmente após o desabastecimento ocorrido pela paralisação. Estamos periodicamente efetuando essa pesquisa a fim de orientar e informar os consumidores de nossa cidade para os melhores preços praticados”, destaca a diretora do Procon, Michelle Izabel Cursino.

Os fiscais percorreram a cidade no mês de junho para fazer um levantamento, com objetivo de perceber possíveis aumentos abusivos, os quais, conforme pesquisas, não foram notados. Em situações de preço abusivo, é necessário que o consumidor exija a nota fiscal do produto para entrar com uma reclamação no Procon. Caso a nota fiscal seja solicitada e o estabelecimento se recuse a fornecer o documento, o consumidor poderá registrar um Boletim de Ocorrência.

Gás de Cozinha

No mês de junho o Procon Araguari realizou a pesquisa do preço do botijão de gás de cozinha de 13kg em 16 estabelecimentos da cidade. Nota-se que o menor preço encontrado foi de R$ 65 e o maior R$ 75. Quando comparado o preço em relação à pesquisa divulgada em maio, percebe-se um aumento de em média R$ 5, visto que o maior preço registrado era de R$ 70.

Em contraposição ao aumento, o valor da taxa de entrega teve redução. Mês passado o valor máximo da taxa era de R$ 10,00 e em junho é de no máximo R$ 8 e mínimo de R$ 5. Mesmo assim, consumidores ainda têm dificuldades em encontrar o produto no mercado.

O diretor de fiscalização informa que o consumidor deve ter consciência ao adquirir o produto. “Muitos estão tentando comprar o gás sem ter a real necessidade do produto e com o intuito de fazer estoque, mas existem pessoas que realmente precisam, então, pedimos para que a população tenha a consciência de adquirir o produto quando realmente for necessário”.

Combustíveis

A pesquisa de combustíveis foi realizada pelo órgão de defesa do consumidor entre 12 a 14 de junho em 25 estabelecimentos de nossa cidade. Segundo o diretor de fiscalização, em relação ao preço registrado no início da greve, em 21 de maio, o valor apresenta reduções. “Os preços estão caindo e essa semana devem diminuir mais, pois as refinarias estão reduzindo os valores do etanol e da gasolina”, coloca.

Mesmo assim, se compararmos o preço em relação a abril, último mês com pesquisa publicada, os valores são alterados. O maior valor cobrado ao consumidor por litro da gasolina é de aproximadamente R$ 4,99 e o menor de R$ 4,25. Há dois meses o consumidor pagava pelo produto no máximo R$ 4,69 e mínimo R$ 4,50. O aumento do combustível é de trinta centavos em dois meses.

O Etanol apresenta reduções no preço mínimo encontrado em relação a abril, sendo que é encontrado hoje nos postos com o valor mínimo de R$ 2,87 e máximo de aproximadamente R$ 3,20. Há dois meses encontrava-se esse combustível por no mínimo R$ 2,99 e o máximo permanece o mesmo valor.

Diesel

O Procon incluiu na pesquisa o valor do óleo diesel, mas o Ministério Público de Minas Gerais solicitou nova pesquisa exclusivamente para esse combustível, a fim de verificar o cumprimento do decerto presidencial. Mesmo assim, o diretor de fiscalização afirma que percebe sim a alteração. “Nos próximos dias vamos repassar a informação exata, mas o que percebemos é que os postos de gasolina estão perdendo muito com isso, visto que as refinarias não estão repassando a redução de R$ 0,46 para eles e, mesmo assim, os postos são obrigados a reduzir o valor. Alguns estabelecimentos estão empatando o preço que compram e vendem o produto, outros estão tendo prejuízo”, relata.

Confira a tabela completa com os preços de combustíveis clicando aqui

Qualquer dúvida ou reclamação o consumidor pode contatar o PROCON pelos telefones 3690-3137/3690-3078/3690-3139 ou pessoalmente na Rua Coronel Lindolfo França, 543, Centro.

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