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Araguari: greve dos caminhoneiros ainda repercute na falta de gás de cozinha

qui, 14 de junho de 2018 05:50

Da Redação

A falta de gás de cozinha ainda reflete sobre o município, após duas semanas do término da paralisação dos caminhoneiros. De acordo com informações da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás (Abragás), o problema está na demanda superior à capacidade de produção das distribuidoras; a situação se intensifica em locais que se encontram mais distantes das bases de envasamento.

Consumidores permanecem comprando mais do que é necessário, com receio de uma nova falta de abastecimento **Divulgação

Consumidores permanecem comprando mais do que é necessário, com receio de uma nova falta de abastecimento
**Divulgação

 

Na ocasião da greve, muitas pessoas estocaram botijões, o que zerou os estoques dos revendedores, gerando problemas que ainda repercutem em vários estados. E mesmo com o fim da paralisação, os consumidores permanecem comprando mais do que é necessário, com receio de uma nova falta de abastecimento.

Em Araguari, a demanda também está superior à capacidade de fornecimento e, mesmo com a recomendação do Ministério Público, as pessoas estão estocando o produto em casa. A 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Araguari emitiu um documento, no início da semana passada, estabelecendo padrões para venda e distribuição nos depósitos; nestes casos de demanda superior, a advertência é para que o depósito venda apenas um botijão de gás para cada consumidor.

Mas, conforme relatam alguns moradores, as pessoas burlam essa recomendação e, mesmo com a normalização no abastecimento, recaem no medo de faltar novamente. “Tem gente estocando, porque não é possível que todos os botijões acabem no mesmo momento. Dessa forma não normaliza a situação; enquanto uns estão com três ou mais, outros estão sem nenhum”, afirma uma pessoa que prefere não se identificar.

De acordo com o documento de Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, é proibida a estocagem de botijões sem a devida regularização. Para consumo próprio é permitido no máximo cinco recipientes de 13 kg (cheios, parcialmente cheios ou vazios), que devem ficar em locais ventilados e protegidos de intempéries (sol, chuva e umidade, por exemplo). As recomendações visam evitar acidentes em um possível vazamento, pois, em locais fechados, o gás pode acumular e provocar incêndios a partir de uma faísca.

Recomendações do Corpo de Bombeiros

Para consumo próprio devem ser observados os seguintes requisitos:

  • Deve possuir ventilação natural, sendo proibida a instalação dos recipientes em locais fechados, tais como porão, garagem subterrânea e forro;
  • Os recipientes devem ficar protegidos do sol, chuva e umidade;
  • Em edificações novas (exceto ocupação residencial), devem estar afastados, no mínimo, 1,5 metro de outros produtos inflamáveis, fontes de calor e faíscas, caixas de gordura e esgotos, bem como de galerias subterrâneas e similares;
  • Em edificações de reunião de público, os recipientes devem ficar afastados, no mínimo, 3 metros das rotas de fuga;
  • Os recipientes que não estiverem em uso, devem ser armazenados fora da edificação, sendo permitido o armazenamento apenas de um recipiente reserva no seu interior.

Fonte: CBMMG

1 Comentário

  1. Anonimo disse:

    Cadê o Procon de Araguari, que não está fiscalizando?Os depósitos de gàs vendem como quiser., os funcionários do PROCON de Araguari não sabem nem dar informações, quanto mais fiscalizar, que é o trabalho deles. A Promotoria deveria exigir que eles fossem até os locais onde chegam os botijões e não ficarem atendendo telefonemas, como se estivessem alheios aos acontecimentos. vamos trabalhar PROCON!

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