Polícia Civil conclui inquérito do assassinato de Poliana Vaz
sáb, 9 de junho de 2018 09:30Da Redação
A Polícia Civil em Araguari indiciou Rafael Eduardo da Costa, 30 anos, pela morte de Poliana Carolina Vaz, 13 anos mais jovem. O inquérito foi concluído e, entre os crimes que o investigado irá responder, estão homicídio e estupro, conforme apurou a reportagem.
Logo após o indiciamento, o inquérito seguiu para o Ministério Público de Minas Gerais para a denúncia de Rafael. A partir de agora o procedimento passa a ocorrer no Fórum Oswaldo Pieruccetti com o interrogatório do suspeito bem como de testemunhas. A defesa pode entrar com recursos.

O suspeito foi preso no mês passado pela Polícia Civil
** Arquivo
No mês passado, Rafael foi capturado pela Polícia Civil mediante mandado de prisão preventiva expedido pela Primeira Vara Criminal da Comarca. Ele era monitorado há algum tempo e, no dia 11, ao chegar de viagem para visitar sua mãe, na região do bairro Independência, não teve como escapar da equipe responsável pelo caso.
A adolescente desapareceu na tarde do dia 15 de setembro, quando seguia para fazer faxina na residência de um parente. Dois dias depois o corpo dela foi encontrado numa estrada vicinal na região da represa Araras, saída para o distrito de Amanhece, caído ao solo de barriga para baixo. Uma pessoa que passava pelo lugar acionou imediatamente os militares.
Para a Polícia Civil, não há qualquer dúvida de que Rafael foi o executor do bárbaro crime. “Houve um cuidado muito grande para apresentar o Rafael como principal suspeito da morte de Poliana. A investigação exigiu tempo. O exame de DNA, por exemplo, demorou, mas trouxe 100% de certeza da autoria do crime”, observou o delegado regional Wilson Fernandes.
MISTÉRIO
De acordo com a equipe de policiais, diversas linhas de investigação foram desenvolvidas desde o dia em que o corpo de Poliana foi localizado. No início cogitou-se a hipótese da participação de um parente da garota no crime, no entanto, através do aparelho celular da vítima o caso tomou novos rumos. Rafael havia repassado o telefone ao seu filho.
A partir de então, várias diligências foram realizadas, dentre as quais coleta de material genético do suspeito, sendo que um exame de DNA confirmou que o material genético dele estava presente na região genital de Poliana Vaz.
“O suspeito inicialmente negou qualquer envolvimento no crime, porém, ao ser confrontado com as provas colhidas no inquérito, decidiu assumir a autoria do homicídio”, disse o delegado Felipe Monteiro, no dia da prisão do investigado.
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