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Motoristas de transporte escolar reúnem-se com edis durante sessão da Câmara

qua, 23 de maio de 2018 05:57

Da Redação

Demanda apresentada pede equiparação com benefícios concedidos a outros membros da classe

Ontem, 22, pela manhã os motoristas de transporte escolar estiveram presentes na sessão ordinária da Câmara para solicitar reunião com todos os edis. O objetivo foi pedir apoio para equiparar toda a classe de motoristas da Administração Pública Municipal. “Em 30 de março de 2016 foi assinada uma lei cuja gratificação era voltada especialmente aos motoristas da Saúde. Nós estamos, humildemente, pedindo que se estenda essa gratificação para todos, motoristas da Educação, que trabalhamos no transporte de passageiros”, comenta Bruno Dias Ferreira, durante a reunião. “Acho que fomos injustiçados porque a classe dos motoristas é uma só. Apenas alguns receberam. Todos nós somos da Administração”, completa.

O vereador e ex-secretário de Saúde, Werlei Ferreira de Macedo, posicionou-se a respeito. “Eu, particularmente, acho que é preciso ter isonomia. São 13 motoristas da Educação e tivemos problemas com a gratificação”, relata. “Houve casos de motoristas querendoser transferidos para a Saúde, devido à essa gratificação. Esse problema gerou um conflito para a Administração e para a classe”, completa.

Ferreira confirma o prejuízo sentido pela classe. “Alguns motoristas estão se sentindo prejudicados pela questão de estarem prestando quase o mesmo serviço, com a mesma importância, mas estão ganhando menos. A diferença é grande, de R$600, mais ou menos”, afirma. Sobre o resultado da reunião, o motorista prefere aguardar para se posicionar. “Temos a promessa; agora resta aguarda para saber se resolveram alguma coisa. Estamos buscando essa isonomia desde março de 2016 e ficamos na promessa. Dessa vez parece que foram mais acessíveis e vemos interesse em ajudar”, coloca.

A iniciativa, por gerar custos ao Município, precisa vir do Executivo. “O objetivo é levar ao conhecimento do prefeito, fazer uma avaliação de ordem jurídica para saber se caberia isonomia, ver o impacto financeiro.Entendo que a reivindicação de todo servidor que está buscando uma melhoria salarial é justa. Depois dessa avaliação jurídica daremos uma posição”, coloca Macedo.

Wesley Lucas de Mendonça (PPS)disse durante a reunião que o maior problema é a falta de organização e planejamento. “Uma das grandes críticas que tenho é em relação ao ‘remendo’. A minha vontade é que pudéssemos fazer um mapeamento para dividir o montante entre as classes de forma que beneficiasse a todos e não apenas a uma categoria. Seria melhor; a forma que tem sido feito é terrível”, alerta.

Dhiosney de Andrade (PTC) ressalta a atual situação da folha de pagamento. “Todos os meses aparece uma coisa nova, uma injustiça. Todos têm impacto financeiro pequeno, mas ao final, a folha está inchada. É possível nos organizarmos sim, mas é preciso que tenhamos um gestor e um líder de governo. Estou certo de nossa competência de nos reunirmos com oExecutivo para analisar a folha de A aZ , corrigindo as aberrações, pois tem gente ganhando muito e gente ganhando pouco”, coloca.

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