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Gasolina: Minas Gerais pratica o segundo maior preço em nível nacional

sex, 27 de abril de 2018 05:41

por Carolina Rodrigues

O valor está atrás apenas do que é praticado no Acre

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), divulgou no Diário Oficial da União, a tabela com os preços médios ponderados ao consumidor final (PMPF) para os combustíveis, entre eles gasolina comum, óleo diesel e álcool. Os valores indicados passam a valer a partir de 1º de maio; Minas Gerais permanece com o segundo maior praticado no país.

Dentro de três dias, os mineiros pagarão um preço médio de R$ 4,67, a cada litro de gasolina. O maior preço permanece no Acre (AC), onde passará a ser cobrado, em média, R$ 4,74.

Mas esse valor não difere muito do que foi contabilizado em abril. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os dois Estados citados também foram aqueles que obtiveram o maior preço; Acre cobrando R$ 4,79 e Minas, R$ 4,48. O Estado com menor valor de mercado foi o Maranhão (MA), por R$ 3,86 – permanecendo este mesmo valor em maio. Em nível nacional, o mês será encerrado com uma média de R$ 4,22 – com preços variando entre R$ 3,39 e R$ 5,20.

Voltando à realidade mineira, em abril o menor preço contabilizado para a gasolina foi R$ 3,89 e o maior, R$ 5,09. Especificamente em Araguari, a ANP informa que o preço médio, neste mês, foi de R$ 4,65, tendo feito a pesquisa em 51 estabelecimentos, com preço mínimo de R$ 4,51 e máximo de R$ 4,69. Estes preços também são apontados na pesquisa realizada na última semana, em 17 locais.

A reportagem da Gazeta do Triângulo fez uma breve pesquisa ontem, dia 26, em alguns postos, com e sem bandeira. O valor máximo praticado difere em alguns centavos do levantamento mencionado; a variação foi entre R$ 4,57 e R$ 4,79.

De acordo com informações do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), a diferença no bolso do consumidor de cada Estado depende de variáveis como carga tributária estaduais e federais, custos de transporte e mão-de-obra. Na semana passada, foi discutida a questão de o Estado ter a segunda maior alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), 31%, atrás apenas da do Rio de Janeiro (32%). Desta forma, um dos advogados do sindicato aponta que o consumidor mineiro paga em torno de R$ 1,50 de ICMS para cada litro de gasolina.

O comerciante Mario Santos sente no bolso todas as vezes que vai encher o tanque do carro ou da motocicleta; “cada vez que eu venho abastecer, é um susto diferente. Comprei moto para economizar um pouco, mas, ainda assim, é um rombo mensal no orçamento”, relata.

Outros combustíveis

Apesar do aumento nos preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobrás, os mineiros conseguem uma diferença razoável no valor do óleo diesel e do álcool, quando comparado com a gasolina.

De acordo com a tabela divulgada pelo Confaz, os motoristas que optarem pelo diesel conseguem uma redução de R$ 1,05 no valor do litro. E, em relação ao álcool, R$ 1,29 a menos.

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