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Greve na rede estadual de ensino permanece por tempo indeterminado

qui, 12 de abril de 2018 05:05

Da Redação

Profissionais da Educação deram início à paralisação no dia 8 de março

No início desta semana, dia 8, a greve dos servidores da rede estadual de ensino completou um mês. Entre as principais reivindicações da classe estão o pagamento do piso salarial, em atraso desde 2016; o fim do parcelamento dos salários e décimo terceiro; cumprimento de acordos assinados e atendimento de qualidade pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg).

Greve permanece preponderante na região Metropolitana

Greve permanece preponderante na região Metropolitana

 

De acordo com José Luís da Costa, coordenador da sede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG) em Araguari, não houve adesão nas escolas estaduais da cidade, apenas de alguns servidores. Ele ressalta que, enquanto sindicato, foram tomadas todas as providências para que os servidores compreendessem os motivos e a importância da paralisação.

Agora, os poucos que entraram em greve, estão retornando ao trabalho, não somente aqui, mas na região de forma geral. “Por alguma razão, as pessoas estão voltando, seja por receio da reposição ou, até mesmo, por pressão dos diretores. Fizemos o possível; agora, cabe a cada servidor ter consciência”.

Desta forma, o movimento se mantém preponderante na região Metropolitana. Na tarde desta terça-feira, dia 10, os trabalhadores realizaram uma assembleia estadual na capital mineira. Conforme informações oficiais do SindUTE-MG, os profissionais avaliaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tem o objetivo de inserir o piso salarial da Educação na Constituição do Estado, e outras reivindicações.

Enquanto seguem os trâmites para votação e aprovação da PEC, os servidores optaram pela continuidade da greve. A assembleia estadual avaliou que “a categoria não tem ainda motivos suficientes para suspender a greve e isso é um forte recado ao governo do estado, para que sejam cumpridos os acordos assinados”. A próxima assembleia está prevista para o dia 18 de abril, também em Belo Horizonte.

Em posicionamento oficial, a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) informa que as dificuldades financeiras do Estado têm impedido a concessão dos reajustes do piso e que está empenhada em um acordo com o sindicato, de forma a atender as partes envolvidas garantindo a regularidade do ano letivo dos estudantes.

 

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