Sacrifício de Jesus Cristo é revivido por fiéis na Sexta-Feira da Paixão
sex, 30 de março de 2018 05:31por Stella Vieira
Os cristãos se reúnem nos próximos dias em diversas igrejas para as celebrações da Semana Santa. Durante a Sexta-Feira da Paixão, o sacrifício de Jesus Cristo é revivido e os fiéis aguardam o Domingo de Páscoa para celebrar Sua ressureição.
De acordo com o frade franciscano Sinivaldo Silva Tavares, professor de Teologia em Belo Horizonte, as celebrações da igreja católica são divididas em tempos litúrgicos que compõem o Ano Litúrgico. “O centro do Ano Litúrgico é o mistério pascal de Cristo, Sua ressureição, que para nós é a celebração mais importante. É em função dela que todas as outras festas se distribuem ao longo do Ano Litúrgico”.

Auto de Páscoa será promovido pelo terceiro ano consecutivo na IEQ Araguari Central
O frade comenta que, devido à importância da Páscoa para a igreja, as celebrações ocorrem durante toda a Semana Santa. “A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, mas o centro dela é o Tríduo Pascal, que começou na Quinta-Feira Santa, onde celebramos a memória da última ceia de Jesus Cristo com os discípulos, continua na Sexta-Feira da Paixão, quando celebramos Sua morte, e termina no Sábado Santo, com a vigília pascal, e depois temos o Domingo da Ressureição”.
Para esse ano, o frade convida os cristãos a reverem sua atitude em relação ao tempo. “Os cristãos são chamados a ter uma relação distinta com o tempo, que é a de ver o tempo como a manifestação da graça de Deus. Hoje, o homem tem uma relação cronológica com o tempo e está sempre preocupado com o quantitativo, a produção, o fazer render, mas nossas comunidades devem experimentar uma dinâmica kairológica, que é aquele tempo de festa, que passa e não sentimos. As nossas celebrações não devem obedecer aquele ritmo frio e quantitativo do tempo do relógio, mas que possamos, pelo menos durante algumas horas, fazer essa experiência distinta do tempo da gratuidade, tempo de estarmos juntos, tempo da partilha e tempo de agradecer”.
Nessa sexta-feira, 30, a partir das 15h, será realizada a Celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e Adoração da Cruz na Igreja Nossa Senhora de Fátima e nas comunidades Nossa Senhora Desatadora dos Nós, São Francisco de Assis, Alto São João e Santa Cruz. Na mesma data, a partir das 18h, haverá a encenação da Paixão com a Via-Sacra e procissão com o Nosso Senhor Morto, na matriz de Fátima.
O Sábado Santo será celebrado às 20h, na matriz de Fátima e na comunidade Nossa Senhora Desatadora dos Nós, com o tema “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?”. E no Domingo de Páscoa haverá celebrações a partir das 9h, na matriz e Fátima e comunidade São Frei Galvão, às 18h na comunidade São Francisco e às 19h30 na matriz de Fátima.
Segundo o pastor Cássio Marques, da 3ª Igreja Presbiteriana de Araguari (Betânia), nesse final de semana comemora-se a Páscoa Cristã, uma das datas mais importantes para o cristianismo mundial. “É assim chamada a Páscoa Cristã porque é uma interpretação que Cristo deu à páscoa judaica, celebrada em memória da saída dos hebreus da escravidão egípcia. Para os cristãos significa também uma libertação, porém da morte e escravidão espiritual para a vida e liberdade em Cristo”.
O pastor comenta que, normalmente, os cristãos relembram o sacrifício de Cristo na Sexta-feira da Paixão e celebram a Santa Ceia com os elementos apontados por Jesus, o pão e o vinho, em memória de seu corpo e sangue dados por sacrifício remidor. “No domingo da Ressurreição (páscoa) o ciclo se completa quando celebra-se a vitória de Jesus sobre a morte, a garantia que um dia Deus fará o mesmo conosco”.
Esse ano, a 3ª Igreja Presbiteriana de Araguari (Betânia) celebrará o Culto da Paixão com Santa Ceia na sexta-feira, 30, a partir das 19h30, e o Culto da Ressureição no domingo, 1º de abril, a partir das 7h, com café comunitário.
O pastor Levi Siqueira, da Igreja do Evangelho Quadrangular Araguari Central, comenta que, pelo terceiro ano consecutivo, será promovido um Auto de Páscoa, a partir das 19h, na sexta-feira, 30, e no domingo, 1º de abril. “É uma encenação com aproximadamente 180 pessoas que retrata a vida de Jesus Cristo, sua paixão e ressureição. Ano passado, mais de 2.200 pessoas compareceram aos dois dias”.
O pastor ressalta a importância de relembrar a vida de Jesus. “O Auto de Páscoa retrata a mais bela história de amor que a humanidade conheceu. Uma história que nos mostra o sacrifício pela pessoa amada, nos ensina sobre o perdão e traz a mensagem que Jesus Cristo nos ensinou, e que é a que as famílias mais precisam nos dias de hoje: o amor, a comunhão e o perdão dentro dos lares”.
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