Quaresma: procura por pescados se mantém estável em comparação com 2017
sáb, 10 de março de 2018 05:41por Carolina Rodrigues
Os cristãos estão na metade do período quaresmal
Em meados de fevereiro, especificamente dia 14, deu-se início à Quaresma. Este período, que antecede a Páscoa cristã, aquece o mercado de pescados, pois algumas pessoas se submetem a penitências e restrições alimentares, principalmente com a substituição da carne vermelha por carnes brancas e ovos.
De acordo com a representante de um grande supermercado da cidade, a venda de pescados está dentro da expectativa; “aparentemente, vendemos mais do que no ano passado”. Em contraponto, o responsável pelo açougue de outro estabelecimento aponta que as vendas estão um pouco inferiores em comparação com o mesmo período de 2017; “para não sermos pessimistas, está equiparado com as vendas do ano passado”.

Expectativa de vendas aumenta principalmente na Semana Santa
De qualquer forma, espera-se que as vendas aumentem na Semana Santa, de 25 a 31 de março, quando grande quantidade de cristãos elimina o consumo de carne vermelha, dando lugar, principalmente, ao bacalhau.
Os preços variam de semana a semana. O filé de Tilápia que, duas semanas atrás, podia ser encontrado por R$ 23,00, agora está por R$ 29,90, no mesmo estabelecimento. A reportagem fez uma breve pesquisa comparativa em quatro estabelecimentos com alguns dos pescados mais procurados.
Nesta semana, o quilo do bacalhau desfiado pode ser encontrado entre R$ 18,90 e R$ 22,90; em postas, pode variar entre R$ 26,90 e R$ 89,90. Os pacotes de 800 gramas de filé de Merluza, entre R$ 14,99 e R$ 19,99; filé de Polaca, entre R$ 12,90 e R$ 14,98. No caso do filé de Tilápia, o quilo pode sair de R$ 29,90 a R$ 32,00. E o pacote de 400 gramas de camarão, tipo 7 barbas, entre R$ 19,90 e R$ 23,90.
“No dia-a-dia, os mais vendidos são aqueles com o preço em conta, por exemplo o cascudo, e aqueles que estão em promoção. Essa semana, o pacote de 800g do filé de Polaca está por R$ 12,90, então as pessoas compram mais”, afirma um dos representantes.
Durante a pesquisa, a reportagem da Gazeta do Triângulo abordou alguns clientes. Alguns consomem os pescados em maiores quantidades apenas na Semana Santa, outros comem com regularidade, independendo da época. O estudante José Inácio afirma que o consumo de peixes em sua dieta não está ligado com a Quaresma. “Eu busco variar a fonte de proteínas por dieta mesmo. Então, percebo que nesse período religioso, os preços variam e aumentam muito”.
No entanto, dona Sebastiana Maria é católica e não come nenhum tipo de carne vermelha durante os quarenta dias. A aposentada conta que “é um costume que passou de geração. Então nós buscamos variar dentro do possível com peixes e ovos”, afirma.
Inclusive os ovos são bastante procurados nesse período; nestes mesmos estabelecimentos analisados, foi afirmado que a venda destes produtos também aumentou e a tendência é aumentar ainda mais até o final da Quaresma.
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