Oitiva de CLI do Pão e Leite é adiada por ausência de investigado
sáb, 10 de março de 2018 05:39Da Redação
Proprietário da padaria apresentou atestado médico e não pôde comparecer em audiência
A Comissão Legislativa de Inquérito – CLI – que investiga possível superfaturamento nas compras do lanche dos funcionários da SAE (Superintendência e Água e Esgoto) deve ser finalizada em breve, ao menos é o que espera o presidente da comissão Dhiosney Andrade (PTC). “Peço colaboração para poder finalizar o mais rápido possível essa investigação. Tenho a impressão que estão protelando a investigação, visto que o prazo limite foi extrapolado, não por conta da comissão, mas de testemunhas e dos próprios investigados”, disse em vídeo enviado à reportagem.

Consumo de leite em 2016, em relação a 2015, chega a ser três mil por cento maior
Ontem, 9, pela manhã estava marcada a oitiva de dois investigados, o empresário da padaria que fornecia os produtos e o representantes da superintendência na época. O proprietário da padaria não compareceu na audiência, segundo seu advogado, por motivos médicos. De acordo com o presidente da CLI, o advogado pediu três dias para juntar os atestados e levar à Comissão. “Peço que ele não leve tanto tempo, pois me parece que estão protelando a investigação”, reafirma.
A oitiva do empresário e do superintendente que estava à frente da Sae na época foi adiada para a próxima segunda-feira, 12, pela manhã. “Solicito que o senhor Weberton Luiz Rocha apresente as notas fiscais do período de julho a dezembro de 2016 dos fornecedores de leite, comprovando a compra da referida bebida na próxima segunda-feira”, afirma Andrade. O advogado de Rocha pediu um prazo maior, devido à proximidade do final de semana, mas o prazo não foi concedido. “Entendo que não demore muito para chegar no arquivo do escritório de contabilidade e pegar essas notas”, coloca o edil.
A denúncia feita pelo vereador Dhiosney de Andrade (PTC) no dia 18 de setembro resultou na abertura de uma Comissão Legislativa de Inquérito – CLI, instituída pelo Decreto nº 001/2017, de 31 de outubro de 2017. Na data da denúncia, conforme apurou o vereador, foi constado um alto gasto com itens de padaria em 2016 na Superintendência de Água e Esgoto. Segundo mostrou à Gazeta do Triângulo, comprovado por notas fiscais, apenas em junho do ano passado foram gastos R$ 33.811,65 com a padaria licitada. Conforme destacado pelos componentes da CLI, o objetivo dos trabalhos é apurar a grande discrepância dos valores dos empenhos e pagamentos feitos pela SAE a empresa Weberton Luiz Rocha – ME.
Segundo o edil que preside a comissão, autor inicial da denúncia, ao comparar a compra de quitandas em 2015 e 2016 o aumento é de 800% em alguns meses. Conforme documentos apresentados, em julho de 2015 foram adquiridos setenta e cinco quilos e em outubro de 2016, seiscentos quilos. O consumo de bolos também aumentou consideravelmente. Em julho de 2015 mais de 11 quilos do mesmo produto foram comprados sendo que em 2 de maio do ano seguinte, foram mais de 118 quilos, resultando no aumento superior a mil por cento.
Os gastos com a padaria seguem durante todo o ano de 2016. Em comparação com 2017, em média, o investido com o café dos servidores é aproximadamente 50% menor do que no ano anterior.
Em junho do ano passado as notas emitidas mostram que foram consumidos 15.740 litros de leite e 1.958kg de pães. Como em média a autarquia possui 180 funcionários, isso equivale a cada servidor consumir quatro litros de leite e 7,8 pães diariamente. No mesmo mês de 2017, a SAE gastou R$ 3.253,87. Uma diferença 90,38% menor.
Conforme notas apresentadas à reportagem, a discrepância é notada em outros meses de 2016. Logo no primeiro mês, o registro de consumo com a padaria é alto. O gasto de R$ 5.795,02 é um dos menores do ano, mas representa 880 litros de leite, 694,7kg de pães e 63,79kg de quitandas. Em fevereiro, reduz-se o valor, com o corte das quitandas: R$ 4.507,04, pagos à padaria por 798 litros de leite e 627,3kg de pães.
Em março as quitandas voltam às contas públicas da autarquia, e o valor total pago à padaria é de R$ 7.636,08. Em maio, levando em consideração a mesma quantidade de 180 funcionários, foram comprados 118,5 kg de bolo, 554,5kg de quitandas, 1.250kg de pães e 995 litros de leite.
Quanto à compra de pão de sal no mês sete de 2015 mais de 435 quilos foram consumidos, entretanto em julho do ano seguinte o consumo foi superior a 1.900 quilos, contabilizando, o aumento foi de 449 por cento. O que mais chamou a atenção do vereador Dhiosney Andrade, responsável pela denúncia, é que na primeira compra de leite em 15 de julho de 2015 foram adquiridos 515 litros, porém em apenas um mês, junho de 2016, foram comprados 15.740 litros do mesmo leite, ou seja, um aumento abusivo de três mil por cento.
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