Polícia Civil se desdobra para elucidação de homicídios no município
sáb, 3 de março de 2018 05:49Da Redação
Enquanto o número de crimes contra a vida cresce e assusta a comunidade araguarina, a Polícia Civil precisa se desdobrar para a apuração dos casos. Uma árdua missão do novo delegado Regional, Wilton José Fernandes é buscar novos investigadores para a 4ª DRPC, visto que o atual efetivo não é o suficiente para atender a demanda local.
A reportagem apurou que ele viajou recentemente a Belo Horizonte e apresentou algumas urgências à chefia da Polícia Civil de Minas Gerais. Atualmente, os crimes contra a vida são investigados pelo delegado Felipe Oliveira Monteiro, que dispõe de uma reduzida equipe para trabalhar na elucidação de vários homicídios tentados e consumados.

Número de homicídios aumentou em Araguari e o atual efetivo da PC não atende à demanda
** Gazeta do Triângulo
Dos oito assassinatos registrados em 2018 – recorde no primeiro bimestre do ano, metade ainda não tem autoria (pelo menos não há informação oficial), mas a motivação estaria ligada a desacertos relacionados ao tráfico de entorpecentes em Araguari.
O último ocorreu na madrugada de sábado, 24, vitimando Paulo Victor Alves dos Santos, 22 anos, executado com cinco tiros, no residencial Portal dos Ipês, bairro localizado nas proximidades do presídio. Esse crime é um dos que se encontra em investigação. O rapaz tinha antecedentes criminais.
O penúltimo homicídio, também em fevereiro, foi esclarecido rapidamente. O suspeito trocou tiros com policiais militares e foi preso em flagrante pouco depois de matar João Pedro Andrade Santos “Teló” (17 anos), durante a madrugada, na rua Coronel José Ferreira Alves, ao lado da secretaria municipal de Educação. O garoto retornava de um evento do Carnaval, onde teria entrado em atrito com o atirador.
Em 2018 ainda foram elucidados os homicídios que vitimaram Lucas Wallace Araújo “Xuxa” (26 anos), Eduardo Augusto da Silva (33) e Sandro Tranquilino da Silva (31 anos). No primeiro caso, a motivação seria passional. Nos outros dois, desentendimentos e suposta vingança na zona rural do município.
A PC trabalha para apurar as mortes de Alessandro Víctor Barbosa de Oliveira “Zói” (26 anos), Waldir José Pereira Júnior “Juninho” (42 anos) e Danilo Fernando de Souza (24 anos).
Em 2017 foram 28 homicídios consumados e uma parte segue sem autoria e motivação.
REFORÇOS
Mais de 450 novos investigadores foram nomeados neste ano pela Polícia Civil em Minas Gerais. Eles participam do Curso de Formação Técnico-Profissional, que deve se estender até junho, para depois a chefia designá-los para seus locais de atuação.
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Existem 651 aprovados no Concurso Público de Investigador da PCMG aguardando nomeação. Estamos prontos para realizar o Curso de Formação Policial e melhorar o quadro de efetivos da Polícia Civil.
Os 450 investigadores foram nomeados em virtude de vacâncias do cargo, ou seja, o efetivo da Polícia Civil não aumentou, o que traz insegurança para a população mineira, haja vista que a falta de efetivo prejudica o atendimento à população. Minas Gerais possui mais de 900 cidades, um simples cálculo aritmético demonstra o quanto a PCMG necessita de novos investigadores.
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