Secretaria de Obras apresenta valores gastos com a operação tapa-buracos
sáb, 17 de fevereiro de 2018 05:42por Carolina Rodrigues
Na semana passada, dia 8, os vereadores Dhiosney Andrade (PTC), Leonardo Rodrigues (PP), Giulliano Souza Rodrigues (PTC) e Warley Ferreira de Morais (PMB) estiveram na secretaria de Obras para fiscalizar a documentação relativa a operação tapa-buracos. Os edis questionaram os valores gastos e os locais que são repetidamente danificados e restaurados.
Na ocasião, o subsecretário da pasta, Inácio Marcelo Gonçalves, ressaltou algumas vias onde existe concentração de água devido à falta de galerias, o que resulta na formação de buracos. Além disso, ele pontuou a intensidade do tráfego, que também contribui para a incidência dos danos estruturais.

O município está arrecadando recursos para recapear vias
**Arquivo
Nesta semana, a secretaria de Obras apresentou os valores dos contratos administrativos gastos na operação tapa-buracos no ano de 2017. Segundo consta no documento, assinado pelo secretário Jaime Sebastião Battaglini, foi gerado um valor total de R$ 1.208.351,79.
Conforme informações do subsecretário, quando foi iniciado o trabalho desta gestão existia um contrato em vigência, de nº 063/2016, que foi encerrado em maio de 2017 com um valor aproximado de R$ 792 mil. “Então, nós licitamos novo serviço, que são os contratos 102/2017 e 082/2017”.
No primeiro semestre do ano passado, foram gastos cerca de R$ 900 mil e no segundo semestre, R$ 306 mil. Os dois materiais de revestimento asfáltico utilizados são CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente) e PMF (pré-misturado a frio).
Segundo o engenheiro e subsecretário, “os dois materiais são regidos por norma e podem ser utilizados na operação tapa-buracos. A mistura de agregados é semelhante, o que difere é o material asfáltico”. O revestimento a quente pode ser utilizado em qualquer período do ano e o frio, em período de seca. Ele ainda afirma que, nas vias onde o escoamento de água é constante, seria recomendada a utilização do revestimento a quente.
O contrato administrativo nº 082/2017 se refere para prestação de serviços com aplicação de PMF, com vigência desde julho do ano passado até julho deste ano e valor medido de R$ 1.153.630,67. Os serviços executados até o dia 4 de janeiro deste ano utilizaram cerca de R$ 368 mil, restando um saldo contratual de mais de R$ 785 mil.
O contrato nº 102 é para aplicação de CBUQ, no valor de R$ 1.732.582,76, com vigência desde setembro do ano passado até setembro deste ano. Os trabalhos feitos até o dia 5 de fevereiro empregaram mais de R$ 483 mil, restando mais de R$ 1,2 milhão.
A reportagem da Gazeta do Triângulo entrou em contato com o vereador Dhiosney Andrade; ele afirma que o documento foi encaminhado ao gabinete, mas ainda não teve acesso. Apesar disso, ele comenta que “se a operação tapa-buracos permanecer do jeito que está atualmente, vai chegar em uma média de R$ 3 milhões por ano. Então, um dos nossos questionamentos é sobre a qualidade do material”.
Desta forma, o edil propõe que seja feita uma “fiscalização mais efetiva, com uma equipe melhor estruturada dentro da secretaria. Além disso, algumas vias precisam ser recapeadas o mais rápido possível, ao invés de fazer reparos. Nós também queremos trazer sugestões inovadoras de outras cidades e vamos cobrar um serviço com mais qualidade”.
O subsecretário frisa que a secretaria vem trabalhando com três equipes e a operação é feita conforme um planejamento pré-definido por bairros. “É preciso um pouco de paciência. Estamos atuando constantemente, tem muitas ruas com buracos, mas nós vamos fazer todas. O município também está arrecadando recursos para recapear ruas, então nós acreditamos que a tendência é diminuir a necessidade de tapa-buracos”, finaliza.
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