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Projeto “Seleções do Futuro” será implantado em Araguari

sáb, 27 de janeiro de 2018 05:13

Com Assessoria 

Araguari foi contemplada recentemente com um núcleo do Projeto “Seleções do Futuro”, um programa do Ministério dos Esportes que objetiva democratizar e promover condições favoráveis ao desenvolvimento do futebol.

O projeto, em seu aspecto conceitual, está sintonizado com a Lei Pelé em seu Art. 3º, inciso IV.  No Capítulo III, o desporto pode ser de formação pelo fomento e aquisição inicial dos conhecimentos desportivos que garantam competência técnica na intervenção desportiva, com o objetivo de promover o aperfeiçoamento qualitativo e quantitativo da prática desportiva em termos recreativos, competitivos ou de alta competição, esse último caso pertinente.

Conforme o secretário de Esportes e Juventude, Sebastião Naves, que jogou futebol profissionalmente em Goiás e no Distrito Federal, “ao conceituarmos o desporto de formação, é fundamental que o entendamos numa perspectiva ampla, global e aberta à participação de todos e não apenas dos mais habilidosos com o intuito de simplesmente formar jogadores de futebol”.

E o assessor especial de Juventude, Guilherme Afonso, complementa: “sem sombras de dúvidas, em determinados contextos, o eixo no alto rendimento é pertinente; contudo, é preciso ponderar que o foco do Projeto ‘Seleções do Futuro’ deve estar nos aspectos sociais e inclusivos da prática esportiva”.

O Programa “Seleções do Futuro” tem como público-alvo crianças e adolescentes com faixa etária entre 06 a 17 anos, prioritariamente aqueles matriculados nas escolas públicas. O objetivo geral é incentivar, desenvolver e democratizar o acesso à formação esportiva na modalidade futebol para crianças e adolescentes, buscando garantir com qualidade o direito constitucional ao esporte; oferecer condições favoráveis à prática da modalidade futebol; contribuir para a melhoria das capacidades físicas e habilidades motoras dos beneficiados, no intuito de melhorar o desempenho esportivo na modalidade futebol; desenvolver ações no sentido de contribuir para a formação e qualidade de vida (autoestima, convívio, integração social e saúde).

A Constituição Federal Brasileira de 1988 dispõe sobre princípios norteadores para o desenvolvimento de políticas públicas, segundo o critério de justiça social. Com a promulgação do texto constitucional, bem como a disseminação do repertório da cultura corporal através de práticas esportivas atreladas aos fundamentos de uma abordagem pedagógica mais progressista, é alterado de forma profunda o conceito de esporte no país. Nesses termos, o Estado assume a responsabilidade de promover o acesso dos brasileiros às diversas manifestações esportivas como direito social, uma vez do disposto no Art. 217 da Carta Magna, em seu caput, conforme a seguir: “É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um (…)”.

O secretário de Governo, Rafael Guedes, que possibilitou a articulação em Brasília para a vinda dos recursos e assinatura do convênio, acrescenta: “ao assumir o que dispõe a Constituição, reafirma-se atenção do governo à prática esportiva como fator de desenvolvimento da cidadania. Assim, o esporte, enquanto ferramenta, possibilita à criança e ao jovem o estabelecimento de conceitos e valores que podem contribuir para a formação de um cidadão ético, crítico e responsável socialmente”.

Sob este horizonte, cabe ao poder público ser o formulador dessas políticas esportivas, assegurando os direitos sociais fundamentais a todos os cidadãos com qualidade, equidade e universalidade, esforçando-se para a democratização do acesso ao esporte. Nesse sentido, faz-se necessário utilizar do protagonismo dado ao futebol em nossa sociedade pois, ao considerarmos os dados do Diagnóstico Nacional do Esporte – DIESPORTE, estes revelam que essa é a modalidade mais praticada no país (42,7%), além de ser o primeiro esporte realizado para 59,8% dos entrevistados.

O prefeito Marcos Coelho, referindo-se ao projeto, finaliza: “é imprescindível a nossa atuação, como gestor público, para proporcionar políticas voltadas a crianças e jovens que buscam se tornar jogadores profissionais e assim, possam aprender conhecimentos para além do futebol. Em outras palavras, proporcionar aos beneficiados a evolução da consciência, o prazer pela prática esportiva e a aquisição de uma cultura de lazer esportivo”.

 

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