Doze anos após a prisão de suspeito, caso do “Maníaco de Araguari” segue sem resposta à sociedade
qua, 17 de janeiro de 2018 05:00Da Redação
Em abril de 2006, policiais civis de Araguari prenderam um carroceiro, sob a acusação de o mesmo ser o maníaco que matou várias mulheres na cidade, naquela época. Uma equipe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV) se deslocou de Belo Horizonte para auxiliar no caso que assustou a comunidade.

Há quatro anos, sessão de julgamento foi iniciada, mas adiada pouco depois a pedido da defesa
** Arquivo
O investigado prestou depoimento e teria confessado a autoria de pelo menos cinco mortes, chegando a participar das reconstituições, acompanhadas pela reportagem do jornal Gazeta do Triângulo. “Além da confissão dele, todas as provas que reunimos são substanciais. Também, na reconstituição, ele não hesitou em mostrar como e onde assassinou as vítimas”, disse o delegado da capital Wagner Pinto, na oportunidade.
Diante disso, o carroceiro de aparência simples foi denunciado por cinco homicídios qualificados e ocultação de cadáver. Os crimes ocorreram em fevereiro, junho, agosto e setembro de 2005, e janeiro de 2006, ganhando repercussão nacional.
Para os juízes, há nos processos indícios suficientes de autoria e prova clara de materialidade para que o acusado seja remetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. No entanto, a defesa sempre alegou inocência.
Em 2014, chegou a ser marcado o primeiro julgamento, lotando as dependências do Fórum Oswaldo Pieruccetti, porém, muitos não contavam com o adiamento, vez que o advogado pediu a suspensão dos trabalhos, alegando a ausência do exame de sanidade mental do réu.
Depois de alguns trâmites na Justiça, o júri foi novamente programado, desta vez para o dia 28 de abril de 2017, no entanto, a pedido do Ministério Público, a sessão foi cancelada.
A reportagem levantou que o MP quer a realização dos demais júris envolvendo o réu em datas próximas, pois os crimes foram objetos de investigação conjunta à época pela Polícia Civil, cometidos em circunstâncias por demais semelhantes.
Entende o Ministério Público que os julgamentos (seriam ao menos quatro) acontecendo todos em um mês, por exemplo, aproveitariam os esforços da Promotoria, defesa e até mesmo do Poder Judiciário.
Enquanto isso, familiares das vítimas vivem novo drama, pois não sabem realmente quem cometeu as barbaridades. E o acusado, que permaneceu dois anos e oito meses atrás das grades, passando por vários exame de sanidade mental, aguarda para provar sua inocência.
Ao todo, oito mortes continuam sendo objeto de mistério, tendo como vítimas: Lara Rodrigues Caetano Pereira (13 anos), Amanda Aparecida de Souza (13), Vanda de Lima Nazareth (57), Regiane Maria Fonseca (27), Edma Maria Guedes Batista (41), Iraci Maria da Silva (44), Claudiana de Almeida (33) e Michele Monteiro da Silva (24 anos). Elas residiam nos bairros Maria Eugênia, Amorim, Ouro Verde, Flamboyants e Santa Helena.
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Olha o caso dos irmãos Naves se repetindo mais uma vez em Araguari. Esse carroceiro, com trombose nas duas pernas, mal conseguindo se locomover e não sendo nem um exemplo de pessoa sedutora, conseguiu seduzir até o local do crime, estuprar e matar diversas vítimas !