Atendimento na UPA volta a contemplar apenas casos urgentes
sáb, 23 de dezembro de 2017 05:56Da Redação
Sindicato afirma que greve é legal e funcionários decidem pelo retorno da paralisação
Na tarde dessa quinta-feira, 21, os serviços da Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas – foram parcialmente suspensos após os funcionários entrarem em greve devido ao não recebimento do 13° salário. No entanto, os atendimentos foram retomados no início da noite após a prefeitura, por meio da secretaria de Saúde, notificar a Missão Sal da Terra.
No documento, o secretário de Saúde, João Batista Arantes, classifica a greve como ilegal e altamente prejudicial ao interesse público. No documento ele diz que o descumprimento da advertência poderá resultar em rescisão contratual assim como providências junto ao Sistema de Auditoria do Ministério da Saúde e ao Ministério Público Estadual/ Curadoria da Saúde.
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimento e Serviço de Saúde de Uberlândia, Araguari e região, afirma que na terça-feira, 19, a prefeitura e Missão Sal da Terra, responsável pela gestão compartilhada da UPA, foram comunicadas a participarem de assembleia que aconteceu na quinta-feira, 21, mas nenhum representante compareceu.

Falta de pagamento do 13° motivou greve
De acordo com Ana Alice de Souza, que faz parte do departamento jurídico do sindicato, a greve foi suspensa, pois os funcionários foram ameaçados de serem demitidos. “A greve é legal e nós explicamos para os trabalhadores que não é possível serem mandados embora estando de greve desde que seja respeitado o mínimo de atendimento que é de 30%”, argumentou.
Na manhã dessa sexta-feira, 22, o sindicato esteve reunido novamente com os funcionários que optaram pelo retorno da paralisação, que foi reiniciada na parte da tarde. “Explicamos que eles estão amparados judicialmente, fizemos uma votação e foi decido a volta da greve”, completou.
Em nota oficial, a Missão Sal da Terra informou que não reconhece o movimento e está tomando providências legais cabíveis para que as atividades permaneçam em sua normalidade. Conforme apurado pela reportagem os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.
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O Estado também não pagou o décimo terceiro e ninguém parou. A Sal de terra deveria ter dinheiro para pagar esses funcionários caso a prefeitura atrase. A prefeitura deveria tomar conta da UPA e não essa terceirização que não resolve nada. Até pouco tempo atrás não havia terceirizações e as coisa funcionavam agente saia na porta e via os garis varrendo os meio fios. Não sei mas é um tal de ter que socorrer fulano, sicrano, beltrano. Parece que hoje em dia tudo é feito em função de angariar votos. Por isso que este país não vai pra frente cada um só olha para o seu próprio umbigo.