Novembro Negro: ações acontecem em comemoração ao Dia da Consciência Negra
sáb, 18 de novembro de 2017 05:19por Carolina Rodrigues
Atividades são desenvolvidas pela Central Única das Favelas de Araguari
Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a Central Única das Favelas (Cufa – Araguari) está desenvolvendo várias ações: é o Novembro Negro. As atividades começaram dia 15 e seguem até 17 de dezembro.
Segundo o coordenador da Cufa, Agnaldo Daniel da Silva, mais conhecido como mestre Zulu, a programação conta com desfiles, premiação do Destaque Negro, palestra nas escolas, campeonatos de futebol e encontro de capoeira, sendo o dia 10 de dezembro a concretização de vários projetos.

As atividades começaram dia 15 e seguem até 17 de dezembro
A maioria das ações acontece no Centro de Referência Negra “Rainha Benedita Gonçalves”. Nos dias 8, 9 e 10 dezembro terá o Grande Encontro de Capoeira, com curso, vivência e roda. Também no dia 10, às 19 horas, a solenidade de entrega do prêmio Destaque Negro, feito anualmente desde 1998. E no dia 17, a premiação do Torneio de Verão.
Além disso, a entidade promove uma oficina conjunta com professores de história, português, literatura e filosofia da Escola Estadual Madre Maria Blandina (Polivalente) para preparar jovens em uma batalha de rimas da Cufa, a fim de que tenham uma fundamentação na argumentação rítmica. E no dia 10, realiza-se a batalha final entre os concorrentes.
“Nós queremos criar uma cultura de paz e falar do porquê do Novembro Negro. É como se fosse um chamariz para passar a informação”, afirma. No município, a entidade promove ações de empoderamento aos moradores da periferia durante todo o ano.
Desta forma, possibilitam a concretização dos principais valores que impulsionam a organização: priorizar o negro, romper paradigmas, gerar oportunidades, difundir a cultura das favelas, democratizar o acesso à cultura e inserir socialmente os jovens da periferia.
Sobre a Cufa
Central Única das Favelas (Cufa) é uma entidade não governamental que busca a integração social de jovens da periferia por meio da cultura esporte, educação e lazer. Foi criada há 20 anos por grupos de várias favelas do Rio de Janeiro que almejavam espaços para se expressarem e serem reconhecidos. Desde então, o movimento se tornou uma das maiores redes de diversidade sociocultural do país.
A organização possui uma linguagem própria para alcançar a população periférica. Entre os objetivos estão difundir a conscientização, valorização, autoestima e conhecimento. O Hip Hop, por exemplo, é uma das principais formas de expressão da Cufa, fortalecendo e criando um movimento forte e mais atraente.
Conforme citação em rede social, a missão é criar “uma agenda positiva, levando conhecimento, autoestima, cultura e qualidade de vida aos moradores das favelas do Brasil e do mundo”. Em Araguari, a entidade é representada pela Liga Desportiva Cultural Afrikpoeira, com várias atividades, entre elas capoeira e dança.
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