Assassinato de idoso: júri popular decide hoje o futuro do acusado
qui, 9 de novembro de 2017 05:52Da Redação
Crime que chocou a comunidade araguarina ocorreu há três anos
No dia 14 de outubro de 2014, um assassinato covarde e cruel chocou os araguarinos. Antônio Cardoso dos Santos, 68 anos, pessoa pacata e muito querida na cidade, foi morta na região das Araras, às margens da MG-414 (rodovia que dá acesso ao distrito de Amanhece).
O idoso havia saído de casa por volta de 17h para tratar de seus animais numa chácara, o que fazia constantemente. Relatou à esposa que voltaria as 18h30, pois iriam à igreja naquela noite.
Conforme o Ministério Público, ele levou seis tiros, calibre 28, sendo o crime praticado por motivo fútil, em razão de discussão e desentendimento de menor importância, além do recurso que dificultou a defesa da vítima, pois além da desigualdade de forças, foi atingida várias vezes.
O senhor Antônio foi encontrado por volta de 22h caído numa estrada, apresentando uma perfuração na nuca e outra na perna, além de ferimentos na mão e no braço direitos, e uma fratura na perna.
Após investigações a polícia chegou até Araújo Marques, 26 anos, sendo decretada a preventiva do suspeito, que residia num acampamento de ciganos, na região do bairro São Sebastião. Ele foi preso apenas em 2015 e hoje, a partir de 10h, será submetido a julgamento popular no Fórum Oswaldo Pieruccetti, em sessão presidida pela juíza Danielle Nunes Pozzer, da 1ª Vara Criminal da Comarca.
Durante o processo a defesa chegou a pedir a absolvição sumária do réu bem como sua liberdade provisória, mas não obteve êxito. Agora, em Plenário, tentará provar que o mesmo é inocente, em que pese as robustas provas, segundo colocado quando da confirmação do júri.
Araújo Marques tem condenação na Comarca de Araguari pela posse ilegal de arma de uso permitido. A pena foi de 3 anos e 6 meses. Esse delito foi registrado dois meses após o assassinato de Antônio Cardoso dos Santos.
PRISÃO
A prisão de Araújo Marques foi no dia 15 de janeiro de 2015. Na ocasião, ele foi ouvido pelo delegado Fernando Storti e contou que seguia sozinho para a represa das Araras, deparando-se com o aposentado Antônio, e este o teria provocado sem motivo.
O investigado disse ter pedido para que o senhor fosse embora, mas o homem teria descido de sua bicicleta para agredir o rapaz, que revidou com dois disparos de arma de fogo e evadiu.
Ainda afirmou que costumava ir sempre armado à represa e que o revólver utilizado no crime foi apreendido pela Polícia Militar, em dezembro de 2014. O mesmo tinha sido adquirido através de uma negociação de veículos.
A versão do jovem sobre a legítima defesa, mesmo sendo constatado um tiro na nuca do idoso, não convenceu ao delegado. “O que o investigado alega não tem qualquer fundamento”, observou Fernando Storti.
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A prefeitura tem q dar um jeito de tirar esses ciganos da cidade.Estao tomando conta de td cometendo crimes assaltando fazendas .Nao q nesses acampamentos n existam pessoas de bem .