No júri mais rápido de 2017, condenado por matar esposa pega 17 anos
qua, 8 de novembro de 2017 05:58Da Redação
Durou pouco mais de duas horas e meia a sessão de julgamento popular desta terça-feira, na 1ª Vara Criminal da Comarca, sob a presidência da juíza Danielle Nunes Pozzer. Foi o júri mais rápido do ano e uma das penas mais severas aplicadas dos últimos tempos.
O acusado de matar a esposa foi condenado por homicídio qualificado e pelo crime de incêndio, pegando 17 anos e 2 meses, no regime inicial fechado. Na sentença, foi observado que ele não poderá recorrer em liberdade.

O réu foi conduzido ao Fórum numa viatura do presídio local
** Gazeta do Triângulo
Seis mulheres e apenas um homem formaram o Conselho de Sentença, responsável por decidir se o réu é culpado ou inocente. A sessão foi rápida em razão da agilidade nos debates envolvendo Ministério Público e Defensoria Pública, além de algumas testemunhas dispensadas.
Interrogado, o acusado A. M. (43 anos) assumiu a autoria dos fatos e alegou arrependimento. Sua defesa pediu a desclassificação do crime de homicídio para lesão corporal seguida de morte, cuja pena varia de 4 a 12 anos de prisão.
“Foram 11 anos juntos e não há histórico de agressões do acusado contra a vítima. Não houve previsibilidade de que ele queria matar sua esposa, até porque se encontrava em completo estado de embriaguez”, observou o defensor público.
A promotoria que atuou no caso foi a de combate à violência doméstica, novamente usando recursos audiovisuais com fotos do crime expostas em retroprojetor. Segundo colocou, o réu quis provocar a morte da companheira, enforcando a mesma e colocando fogo na residência. “As provas são cabais e soberanas”, disse o representante do MP.
O crime ocorreu em 2006, mas o réu demorou a ser julgado porque estava foragido, sendo preso em janeiro de 2017. Consta na denúncia que A. M. agrediu sua mulher de forma violenta, na madrugada de 11 de março, asfixiando a vítima com uma corda de nylon de aproximadamente um metro.
Ainda conforme o MP, o acusado deixou a companheira em estado grave e desmaiada no sofá. Em seguida, quebrou móveis e colocou fogo na residência. Os policiais foram acionados por testemunhas e tiveram muito trabalho para conter o envolvido. Pouco mais de duas semanas depois, a vítima faleceu no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, onde se encontrava internada.
A 1ª Vara Criminal ainda realizará sessões do júri nesta quinta-feira, 9, e no dia 16 deste mês.
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Embriagado, mas sabia muito bem o que estava fazendo. Ele não está arrependido, só disse isso porque está preso e foi condenado. Todos quando são pegos dizem estar arrependidos. Tinha que ser 30 anos puxado dentro de uma solitária. Daqui um pouco está de liberdade condicional, regime semi-aberto. Brasil, você não tem jeito mesmo. Já lavei as minhas mãos para este país.Quer dizer, a culpa não do país e sim dos políticos que o comandam.