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Preço do gás de cozinha aumenta mais de 15% em alguns estabelecimentos da cidade

qua, 25 de outubro de 2017 05:53

por Tatiana Oliveira

Após estabilidade no início do ano, ajuste, que começou em setembro, deve seguir até dezembro

O preço do gás de cozinha de 13kg aumentou 5,97% em outubro no estabelecimento onde é cobrado o preço mais caro de revenda da cidade. A pesquisa foi divulgada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon – na segunda-feira, 23. “Os estabelecimentos estão reclamando que as vendas caíram muito”, afirma o diretor de fiscalização do Procon, Cláudio Rodrigues.

Segundo o diretor de fiscalização do Procon, o consumidor pode esperar novos aumentos. “Até dezembro teremos mais dois. Acredito que dia 5 de novembro teremos um aumento de ao menos dois reais e em dezembro haja outro reajuste”, disse. Conforme explica à Gazeta do Triângulo, quem rege os aumentos é o governo Federal. “Eles alegam que as refinarias estão sem estoque. As distribuidoras que repassam o gás se aproveitam disso, seguram o produto e esperam aumentar o preço para vender”, explica.

Em alguns estabelecimentos, com taxa de entrega, o gás chega a custar R$ 75 para o consumidor final. O comércio com maior variação de preço registrou aumento de aproximadamente 16,67%. Enquanto em setembro conseguia entregar o produto por R$ 60 na porta do estabelecimento, nesse mês cobra R$ 70 para quem for buscar o gás de cozinha no local. Para o consumidor não sentir tanto no bolso, o mesmo local reduziu o preço da entrega, saindo de R$ 8 em setembro para R$ 5 em outubro.

O preço de entrega máximo registrado foi de um estabelecimento na avenida Brasil, dobrando o custo para o consumidor receber o produto em casa. O que o cliente pagava R$ 5, agora desembolsa R$ 10 pelo conforto. Esse mesmo local foi um dos únicos que conseguiu um preço melhor, R$ 3 mais barato que em setembro, e, ao invés de cobrar menos, permaneceu com o valor de R$ 60 pelo gás.

Dois estabelecimentos da cidade registraram o menor preço de revenda, no valor de R$ 60 para quem buscar o produto no local. O maior preço registrado foi o de R$ 71. Em relação às taxas de entrega, a menor encontrada foi de R$ 2, e a maior de R$ 10. Para o dono de uma revendedora, o mais difícil é explicar para os clientes a razão para tantos reajustes.

Furacão

A inflação está em baixa, mas na contramão dessa tendência está o preço do gás de cozinha, que nos últimos meses continua aumentando e os motivos vêm lá de fora. Os efeitos do Furacão Harvey, que atingiu o sul dos Estados Unidos em agosto, até hoje são sentidos pela população brasileira. O gigantesco ciclone tropical paralisou a produção de petróleo e gás no Golfo do México. Como boa parte do gás consumido no mundo sai de lá, os preços dispararam. Desde junho, a Petrobras anunciou cinco aumentos para o gás de cozinha. Nesse período, o preço do botijão nas distribuidoras subiu quase 50%.

Preço do botijão

Entre agosto e outubro, o preço do botijão de 13 kg (gás de cozinha) aumentou 7,15 % no país e 6,8% em Minas Gerais, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O que o consumidor final paga pelo produto é a soma de diversos preços: o que é cobrado pela Petrobras (33%), impostos como ICMS, PIS/PASEP e COFINS (20%) e distribuidores e revendedores (47%).

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