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Problema no abastecimento de água em Araguari é tema de discussão em rede social

ter, 17 de outubro de 2017 05:02

Da Redação

Nesse fim de semana por meio de rede social moradores dos bairros Ouro Verde, Miranda e Independência manifestaram insatisfações relativas a falta de água nas residências. Na tarde de sábado, 14, Alda Valéria Nascimento chegou a chamar a atenção publicamente do superintendente da Sae (Superintendência de Água e Esgoto). “Senhor André Fabiano dos Reis, hoje não tem motorista de plantão na SAE????????? Que absurdo é esse??? Não tenho água na minha casa e não tem como arrumar”, destacou no post.

Uma das únicas opiniões contrárias sobre o fato foi de Vagner Gonçalves que falou sobre o desperdício daquelas pessoas que tem o hábito de lavar calçadas e carros frequentemente. “Hoje em plena seca reclamam da falta do líquido precioso, mas quando o têm não dão o devido valor, sem contar com a inadimplência de 40% da população que pensa que para ter a água nas caixas e nas torneiras não gera custos à SAE que tem uma das tarifas mais baixas do país e uma água de ótima qualidade”.

Ele ainda acrescentou. “Temos um efetivo de funcionários de rua reduzido, sem concurso público desde 2003, de lá para cá, muitos se aposentaram e outros morreram, a demanda é grande e o efetivo é pequeno. Fazemos o que podemos para atender a população. Agora, espero as críticas, pois os elogios são poucos ou quase nenhum”.

Comunidade enfrentou transtornos quanto a falta do bem natural

Comunidade enfrentou transtornos quanto a falta do bem natural

 

O responsável pela SAE, André Fabiano dos Reis, admitiu que o problema afeta a maioria dos bairros localizados na região acima da avenida Mato Grosso tendo em vista que eles são abastecidos pela mesma rede. Ele citou como pontos mais críticos os bairros Independência, São Judas, Santa Terezinha, Miranda e Interlagos. “Trata-se de um problema antigo. Se uma bomba que abastece aqueles bairros queima, saberemos apenas depois que o morador reclamar. E foi isso o que aconteceu, mas fizemos a troca”, explicou.

Outro fator importante que contribuiu para a escassez foi a falta de chuva, que aumentou o tempo para abastecer os poços artesianos. “O consumo aumentou consideravelmente devido ao calor; o que se reestabelecia em dois dias leva o dobro”, esclareceu.

A quantidade de loteamentos viabilizados no município está entre as causas do transtorno. “Vários bairros foram inaugurados nos últimos dez anos, mas sem o estudo detalhado sobre o impacto que isso iria gerar em relação a captação da água. Mesmo com a implantação de poços artesianos, a quantidade captada de cada um deles acaba sendo prejudicada”, ressaltou.

Um projeto de coleta de água em rios da região está sendo providenciado pelo município com o intuito de obter outra forma de captação do bem natural. De acordo com André Fabiano o prefeito Marcos Coelho (PMDB) autorizou a elaboração do projeto e a solicitação de financiamento foi realizada junto à Caixa Econômica Federal.

Além do projeto, outra sugestão para reduzir o problema de maneira emergencial, seria a perfuração de quatro a cinco poços para captação profunda de aproximadamente 120 metros com o intuito de atingir o lençol freático.

 

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