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Relatório de gastos com publicidades gera inconformismo no meio publicitário

sex, 29 de setembro de 2017 05:20

por Edmar César

Na semana passada, a divulgação do relatório de gastos com publicidade da Câmara Municipal de Araguari, constante do portal da transparência, facultado o acesso a qualquer cidadão comum, no período 2013 a 2017, gerou insatisfação no meio da imprensa local. A divulgação dos números e a discrepância existente entre as empresas contempladas provocaram manifestações das mais diversas, nas redes sociais e nos órgãos de imprensa escrita e falada.

A disparidade da distribuição de verbas aos órgãos de comunicação publicada no relatório é notória e incontestável, durante o período citado, cinco anos, ou melhor, cinquenta e quatro meses, período esse em que três gestores distintos estiveram à frente conduzindo os destinos do nosso Legislativo.

Este artigo não é para ser considerado um desabafo, jamais, mas, sim, como um instrumento a mais daqueles que estão sendo propagados e discutidos pelas redes sociais e por parte da imprensa que se julga sentida, prejudicada e injustiçada e pede maior amplitude na divulgação no que tange aos produtos que são veiculados por um órgão público do qual somos partícipes como profissionais de comunicação e como cidadãos, acima de tudo.

A nossa solicitação, em especial da equipe Futebol ao Vivo, é de que haja uma reavaliação nos conceitos e critérios que são levados em conta por aqueles que são detentores do direito da consolidação do destino final de valores públicos destinados aos órgãos de comunicação, enfim prestadores de serviços no campo da publicidade.

Não poderia deixar, jamais, me eximir dos fatos atuais e, na oportunidade, fazer essa solicitação legal e justa, amparada pela liberdade de expressão, direito do cidadão brasileiro, garantida e timbrada pelo texto constitucional da Carta Magna do nosso País.

Mais do que isso, uma razão especial, comemoramos em 25 de setembro, data do nascimento de Roquete Pinto –  o “Pai do Rádio Brasileiro” -, onde celebramos o Dia do Rádio, pois, em 1923, Roquete Pinto fundava a primeira emissora de rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e, manifestamos aqui, nosso grito, não de gol, mas, sim, de apoio e maior reconhecimento como radialista esportivo.

Neste ano completo 38 anos de imprensa esportiva, em rádio e jornal, quase quatro décadas lutando, incessantemente, com responsabilidade e comprometimento com o trabalho e a verdade, alimentando sonho desde tenra idade pelo rádio, colocando-me, também, na mesma posição daqueles que estão estarrecidos com os números apresentados, pois essa reação é normal, aceitável e compreendida.

Diante dos fatos expostos sobre o relatório de gastos com publicidade pela Câmara dos Vereadores de Araguari, publicado recentemente, não precisa ser nenhum matemático, administrador de empresas, destacado contador ou tão pouco especialista para chegar ao veredito que determinadas empresas foram, sim, mais contempladas do que outras, basta ver os números, legalmente, certamente.

Obstante, com justiça, a não ser que haja critérios, legislação e regras que desconhecemos pela nossa ignorância, incapacidade e até mesmo pela não observação de publicações anteriores que geraram os fatos em discussão e que, provavelmente, sejam reais e legais. Entretanto, com certeza, e é notório, que esse discutido relatório gerou uma insatisfação muito grande no meio publicitário devido ao trabalho realizado, muitas vezes com sacrifício e silente, por profissionais da imprensa que se dedicam a servir com sacrifício, trabalho e honradez a comunidade que precisa da informação.

Há espaço para todos. O questionamento, talvez, não seja a legalidade, mas sim, a imoralidade, ou não; o contrassenso, ou não, uma vez que caminhamos com as mesmas dificuldades, pois todos os comunicadores e diretores de rádio e de jornais, produtoras e prestadores de serviços dessa natureza, querem servir, serem úteis, porém, há uma diferença muito grande, matematicamente analisando, das verbas às empresas que foram beneficiadas com números exorbitantes em relação às outras, que foram o motivo de tamanho inconformismo que sacudiu os meios de comunicação da cidade depois do nascimento e divulgação desse relatório.

É preciso reavaliar toda essa questão e almejar ser igualitário, atendendo a todos, pequenos e grandes, independentemente de qualquer que seja a posição político-partidária, dessa ou daquela empresa, obedecendo, sim,  a critérios e conceitos para que não haja contradição decorrente de distribuição de verbas públicas oriundas de uma Casa responsável pela criação, execução e fiscalização das leis vigentes e que representa todos nós.

As transformações político-sociais, com certeza, serão alcançadas com sabedoria e trabalho conjunto, desde que haja bom senso na execução de qualquer que seja a tarefa pública a realizar pelos nossos gestores e são, justamente, com críticas construtivas alicerçadas no direito de liberdade e justiça é que são válidas todas as manifestações.

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