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Jornalista Araguarina relata experiência com furacão Maria

sex, 22 de setembro de 2017 05:02

por Tatiana Oliveira

Ela passava férias com o noivo em Punta Cana quando o fenômeno meteorológico passou pela ilha

A jornalista araguarina Fabryne Obalhe teve que adiar seus planos de retorno ao Brasil devido à passagem do furacão Maria por Punta Cana. Ela estava em viagem de férias com o noivo Fernando César Gama na República Dominicana, e deveria voltar ao país na quarta-feira, 20, quando o fenômeno meteorológico passou pela ilha. “Na terça-feira os voos internacionais foram cancelados. O aeroporto está fechado sem previsão de reabertura e as agências tentam remarcar os voos a partir de domingo, mas é preciso entrar na fila para reagendar”, conta. “Todos querem ir embora. Nós, por exemplo, devemos embarcar apenas na segunda e chegar ao Brasil na terça-feira “, espera.

Mineira registra estragos provocados pela passagem do furacão Maria (FONTE: ARQUIVO PESSOAL FABRYNE OBALHE)

Mineira registra estragos provocados pela passagem do furacão Maria (FONTE: ARQUIVO PESSOAL FABRYNE OBALHE)

 

O furacão Maria assolou partes da República Dominicana com temporais e ventos fortes ao passar pelas costas Leste e Norte do país nesta quinta-feira, 21, após atingir diretamente Porto Rico, causando graves enchentes e cortes de energia elétrica em toda a ilha. O Maria mantém as 32 províncias dominicanas em alerta; 14 delas em alerta vermelho.

De acordo com a agência Efe, durante a madrugada (3h da manhã de Brasília), o olho do furacão estava situado a 90 quilômetros ao norte de Punta Cana e 380 quilômetros ao sudeste da Ilha Grand Turca (Ilhas Turcas e Caicos) e avançava a uma velocidade de 15km/h. “Desde que o furacão saiu de Porto Rico e foi noticiado que ele seguiria para Punta Cana começou o desespero aqui no resort. O hotel está lotado de turistas brasileiros, de Minas, São Paulo, além de outros estrangeiros como russos, americanos e peruanos”, relata.

Segundo a jornalista, a mudança climática foi perceptível, e a experiência assustadora. “Aqui o clima é muito quente, um mormaço, e em dias normais praticamente não venta. Na terça-feira à noite percebemos o vento diferente. Na quarta-feira o tempo amanheceu fechado e chovendo, depois hora a hora tudo parecia muito intenso, com os ventos cada vez mais fortes”, conta.

Segundo ela, na quarta-feira, 20, à tarde o acesso às piscinas e às praias foi impedido e os funcionários começaram a dar as instruções de segurança. “Mantiveram todos no hotel, fecharam as cortinas e orientaram para que pegássemos alimento no restaurante em vasilhas plásticas descartáveis, levando para os quartos”. Obalhe, o noivo e um casal de amigos ficaram abrigados no quarto de hotel durante 14 horas, até que o ambiente voltasse a ser seguro.

Conforme conta à Gazeta do Triângulo, os hóspedes foram orientados a bloquear a sacada com a parte de baixo do box das camas e encostar os móveis para dar segurança e impedir a entrada de vento e água. “Eles nos instruíram que, se a situação ficasse pior, nos trancássemos no banheiro da suíte porque é o lugar mais seguro. Durante toda a noite escutávamos barulho do vento forte, da agitação do mar. Alguns coqueiros quebraram, vidraças estouraram com a força do vento, o gesso do forro do hall principal do hotel desabou e portas caíram. Foram muitos estragos”, descreve.

Segundo a mineira, a situação é nova para os brasileiros, mas os nativos parecem ser acostumados com esse tipo de situação. “Uma equipe muito grande, competente e ágil trabalhou durante toda a noite nos atendendo sempre que precisávamos, nos orientando”, diz. “O que achamos interessante foi a agilidade e cuidado do povo dominicano em nos atender e nos tranquilizar. A sensação que tivemos é que as pessoas que vivem e trabalham aqui estão acostumadas com isso, só mesmo os turistas ficaram assustados”, explica.

Furacão Maria

Segundo grande furacão a atingir a região neste mês, Maria deixou ao menos 10 mortos em sua passagem pelo Caribe, e o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) disse que a tempestade está a caminho das Ilhas Turcas e Caicos e do sudeste das Bahamas.

O furacão arrancou os telhados de quase todas as construções da República Dominica, onde sete mortes foram confirmadas. O número de vítimas deve aumentar quando as buscas forem retomadas.

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