“I Conferência de Saúde LGBT” acontece em Araguari
sex, 15 de setembro de 2017 05:09por Carolina Rodrigues
O evento é uma realização do Imepac Araguari e do Programa Abertamente
Quem é a comunidade LGBT de Araguari? Ainda não existe esse mapeamento. Então, a “I Conferência de Saúde LGBT “ têm essa proposta de quantificar e diagnosticar as necessidades de saúde destas pessoas.
A conferência acontece dia 19 de setembro, às 19 horas, na Casa da Cultura ‘Abdala Mameri’, com entrada franca. O evento, que é uma realização do Instituto Master de Ensino Professor Antônio Carlos (Imepac Araguari) e Programa Abertamente, com apoio da Fundação Araguarina de Educação e Cultura, tem como público-alvo principal a comunidade LGBT de Araguari.

Equipe do Programa Abertamente
O Programa Abertamente é um projeto desenvolvido por três estudantes de medicina do Imepac e duas professoras coordenadoras, há mais ou menos um ano. Mas, indiretamente, existe uma equipe grande de médicos, enfermeiros, advogados, estudantes, entre outros, que estão trabalhando para colocar o projeto em prática. “O objetivo final é montar um ambulatório onde a população LGBT possa ser atendida”, afirma Andréia Gonçalves dos Santos, interna em medicina e membro do projeto.
Mas, antes de construir algo físico, a equipe registrou o projeto na Plataforma Brasil e iniciou estudos para compreender e fundamentar o programa. Dentro desses estudos, os integrantes se aprofundaram na política pública voltada para a saúde LGBT, e perceberam que essa política permaneceu apenas no papel.
“Existe uma política que não sai do papel. A ideia do projeto é instituir uma unidade física de atendimento à essa comunidade de forma geral. Assim como a mulher, o homem, a criança ou o idoso possuem médicos qualificados para atendê-los, a proposta é que seja criada uma unidade que atenda às necessidades específicas dos LGBTs”, afirma a coordenadora do projeto, a médica Marislene da Cunha Nunes.
Então, a ideia do evento é, além de mapear essa comunidade, apresentar o projeto e mostrar que foi desenvolvido um formato que pode tirar essa política do papel e dar atendimento integral, voltado para as necessidades e diferenças que precisam ser respeitadas.
“É um evento para a população LGBT, porque a partir dele, de conversar diretamente com eles, teremos acesso à realidade e às necessidades para fazer uma avaliação adequada”, explica Cleidiney Alves Silva, interno em medicina e membro do projeto. O estudante finaliza, “a gente depende desse encontro para dar o passo seguinte”.
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