Lavrador no banco dos réus hoje pelo assassinato de Jéssica Camilo
qua, 23 de agosto de 2017 05:03Da Redação
A sociedade araguarina julga hoje, 23, mais um acusado de crimes contra a vida. A partir de 9h, no Fórum Oswaldo Pieruccetti, o Tribunal do Júri da Comarca, presidido pelo juiz Cássio Macedo Silva, titular da 2ª Vara Criminal, analisa o assassinato de Jéssica Camila, cometido por seu ex-companheiro Marcos Rosa Lopes, trabalhador rural no estado de Goiás. A defesa em Plenário será por conta do advogado Carlos Alberto Santos.

Marcos Rosa Lopes responde pelo assassinato da ex-mulher
** Arquivo
O bárbaro crime ocorreu em 7 de outubro de 2015, no bairro Novo Horizonte. Seis meses depois o réu foi interrogado em Juízo e confessou ter matado a mulher com quem conviveu por mais de 9 anos e teve três filhos.
Segundo Marcos Rosa, apelidado de Caquinho, na fatídica tarde Jéssica conversava com outro homem nas proximidades da escola onde ela esperava para buscar os filhos e havia se despedido do mesmo com um beijo, cena que “doeu muito”. Além disso, conforme afirmou, a ex-mulher afirmou que há cinco dias vinha dormindo com o rapaz. Depois disso, “ficou cego” e esfaqueou a vítima, que faleceu no local
Sobre sua prisão, Marcos Rosa declarou ter procurado a Delegacia da Comarca para se entregar, porém, ao afirmar que havia matado uma pessoa, um “homem gordo sorriu e disse que não era ali que resolveria aquilo”. Em seguida, saiu a pé para buscar seu carro perto do terminal rodoviário, sendo abordado e preso no mesmo quarteirão pelos policiais militares. A arma do crime foi apreendida no bairro Novo Horizonte, após o autor apontar o local onde havia dispensando a mesma.
Ainda em Juízo, o réu disse que se arrependeu de sua atitude. Ele tentou aguardar pelo julgamento em liberdade, no entanto, não obteve êxito, em razão da gravidade dos fatos.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais colocou que as qualificadoras do motivo fútil, do recurso que dificultou a defesa da vítima e do feminicídio encontram eco nas provas produzidas e devem ser levadas à apreciação dos jurados.
A defesa alegou que Marcos Rosa Lopes agiu sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida à injusta provocação da vítima e solicitou a desclassificação do delito, mas também não foi atendida. “O crime foi cometido em meio a uma discussão onde o acusado estava descontrolado e não sabia o que fazer para ter sua família de volta. Não se pode duvidar que ele não estava apavorado e agia com forte emoção”, argumentou a defesa, acrescentando que o réu é primário e tem bons antecedentes.
Vinte e cinco membros da sociedade araguarina deverão comparecer ao Fórum na manhã de hoje. Sete serão escolhidos para a formação do Conselho de Sentença. O réu estará presente, acompanhado por agentes prisionais.
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