Campanha em redes sociais alerta sobre relacionamentos abusivos
sex, 21 de julho de 2017 05:23Da Redação
A partir de quarta-feira,19, começou a ser compartilhada nas redes sociais a hashtag “NãoéAmorQuando”, como uma forma de alerta contra os relacionamentos abusivos.
A campanha, criada em junho deste ano pelo Governo Federal, chega a Minas Gerais em razão de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Polícia Civil de Minas Gerais – com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e a Academia da Polícia Civil (Acadepol) – e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão da União.

Peças da campanha estão disponíveis no site www.policiacivil.mg.gov.br
As artes trazem mensagens como “#NãoéAmorQuando você se sente forçada a ter relações sexuais; você é chamada por expressões pejorativas para diminuir a sua autoestima; você se sente humilhada, isolada, perseguida, insultada, ridicularizada; e seus bens ou objetos pessoais são tomados”.
A chefe da Polícia Civil de Araguari, Mary Simone Reis, enfatiza que a campanha alerta para que mulheres tenham consciência do que é um relacionamento abusivo. “É uma campanha voltada a valorização da mulher, principalmente para aquelas que acreditam ser normal ataques morais, psicológicos que são tão graves quanto a violência física”, argumentou.
As peças da campanha estão disponíveis no site da PCMG (www.policiacivil.mg.gov.br) e serão diariamente compartilhadas pelo facebook da PCMG.
Qualquer pessoa que precisa de informações ou queira fazer denúncia de um relacionamento abusivo pode ligar 180.
Conheça algumas formas de agressão consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima:
agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença:
um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca:
há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher:
aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima:
falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços:
nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis:
não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar: o ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos:
se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher:
outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.
Fonte: Portal Brasil
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