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Conferência Estadual de Saúde das Mulheres teve participação de araguarinos

qui, 13 de julho de 2017 05:20

Da Redação

A Cidade Administrativa foi palco da 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres de Minas Gerais (CESMu) organizada pelo Conselho Estadual de Saúde (CESMG). O evento realizado entre os dias 10 e 12 de julho, contou com a participação de representantes de diversos setores, movimentos sociais, entidades sindicais e populares.

Durante o evento foi colocado em pauta o tema “Saúde das Mulheres – Desafios para a Integralidade com Equidade”. Na oportunidade, cerca de 700 delegados se reuniram para debater propostas, votar e propor políticas públicas de saúde voltadas às mulheres. Entre eles, Elzimeire Fernanda de Oliveira, Marcia Patrícia Borges, Iago Prado Marques, Leilane Hathenher Vieira da Silva, Ronaldo Cabral Chagas e Lucimeire de Melo, representaram Araguari durante as atividades.

A 1ª CESMu é etapa da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, e se realizará em agosto

A 1ª CESMu é etapa da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, e se realizará em agosto

 

“Estamos satisfeitos em enviar representantes do município e poder participar desta iniciativa que é muito importante, pois, trata especificamente de assuntos ligados à saúde da mulher que deve ser uma conquista diária, reforçada pela elaboração de programas, ações e planejamentos das políticas públicas” disse Eduardo Tadeu de Paula, presidente do Conselho de Saúde.

Segundo ele, após apresentação das propostas e votação dos delegados será promovida a 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres. O evento acontecerá em Brasília, no mês de agosto. “A 1ª Conferência Nacional aconteceu em outubro de 1986 e após 31 anos será realizada a segunda edição que irá abordar questões muito importantes. Ficou definido que o evento terá a participação de quatro araguarinos que foram eleitos como delegados e terão a oportunidade de dar continuidade à este trabalho,” ressaltou.

Conforme dados da organização, foi observado que cerca de 70% das delegações foram compostas por mulheres. Na Conferência de Saúde das Mulheres, o contexto se amplia para valer a trajetória de conquistas e, ao mesmo tempo, para a construção de políticas públicas que expressem as necessidades da população feminina, respeitando sua autonomia em todas as situações de vida.

Vulnerabilidade

As mulheres ainda sofrem com a violência de gênero – sexual ou doméstica, na maioria dos casos, com o risco de contraírem doenças e infecções sexualmente transmissíveis, com a criminalização do aborto, com os transtornos mentais, uso abusivo de drogas e álcool entre tantos outros casos. Índices nacionais mostram que 18% da população de rua é feminina; no campo, esse número chega a 48%.

Em 2012, o Sistema de Informação da Mortalidade apontava que 60% das mortes maternas eram de negras. E 90% desses casos poderiam ser evitados com ações concretas na saúde pública. Em dez anos, a participação das mulheres com idade ativa no mercado de trabalho cresceu de 50% (2000) para 55% (2010), enquanto a participação masculina caiu de 80 para 76% no mesmo período.

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