Mais um julgamento cancelado no Caso do “Maníaco de Araguari”
qui, 27 de abril de 2017 05:42Da Redação
MP pediu a realização dos demais júris envolvendo o réu para datas próximas
Há pouco mais de 3 anos, Araguari e região viveram grande expectativa com o Tribunal do Júri completamente lotado para a sessão de julgamento popular do homem acusado de ser o “Maníaco de Araguari”. No entanto, muitos saíram frustrados quando a defesa pediu a suspensão dos trabalhos, alegando a ausência do exame de sanidade mental do réu.
Depois de alguns trâmites na Justiça, o júri foi novamente programado, desta vez para o dia 28 de abril deste ano, no entanto, a pedido do Ministério Público, a sessão foi cancelada e não há previsão de quando ocorrerá.
A reportagem levantou que o MP quer a realização dos demais júris envolvendo o réu E. M. em datas próximas, vez que os crimes foram objetos de investigação conjunta à época pela Polícia Civil, cometidos em circunstâncias por demais semelhantes.
Entende o Ministério Público que os julgamentos (seriam ao menos quatro) acontecendo todos em um mês, por exemplo, aproveitariam os esforços da Promotoria, defesa e até mesmo do Poder Judiciário.
O réu, que prestava serviços como carroceiro, foi denunciado por cinco homicídios qualificados e ocultação de cadáver. Os crimes ocorreram em fevereiro, junho, agosto e setembro de 2005, e janeiro de 2006, ganhando repercussão nacional. Para os juízes que confirmaram as sentenças de pronúncia, “há indícios suficientes de autoria e prova clara de materialidade para que o acusado seja remetido a julgamento pelo Tribunal do Júri”.
O acusado ficou preso por dois anos e oito meses, fez vários exames de sanidade mental e, hoje, aguarda em liberdade pela realização dos julgamentos. Desde à época dos fatos, nenhum crime foi registrado com as mesmas características no município.
PRIMEIRO CRIME
No julgamento desta sexta-feira, 28, E. M. responderia pela morte de Lara Rodrigues Caetano Pereira. Narra a denúncia que no dia 23 de agosto de 2004, após as 20h, na estrada de acesso à fazenda Cachoeirinha, na região do bairro de Fátima, o denunciado, por motivo torpe, matou a vítima, arrastando o cadáver para um matagal com o objetivo de ocultar sua localização.
Além de Lara Rodrigues Caetano Pereira, também foram assassinadas na época: Amanda Aparecida de Souza (13 anos), Vanda de Lima Nazareth (57), Regiane Maria Fonseca (27), Edma Maria Guedes Batista (41), Iraci Maria da Silva (44), Claudiana de Almeida (33) e Michele Monteiro da Silva (24 anos). E. M. foi denunciado em alguns destes casos.
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um absurdo o adiamento…….. a população deveria estar revoltada.
Esse E.M. é mesmo um Ninja, mesmo com Elefantíase nas duas pernas consegui seduzir, matar e esconder o corpo dessas mulheres. Esse caso me lembra muito o famoso Caso dos Irmãos Naves.