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Batalhão Mauá participa da solenidade dos 50 anos da chegada dos trilhos a Brasília

sex, 7 de abril de 2017 05:48

 Por Edmar César

Comitiva do 2º Batalhão Ferroviária composta por militares e antigos servidores civis participou da solenidade histórica alusiva aos 50 anos da chegada dos trilhos a Brasília na estação rodoferroviária na capital da República, em 5 de abril.

Em 1964, o 2º Batalhão Ferroviário – Batalhão Mauá – recebeu a missão de construir o trecho ferroviário Uberlândia-Araguari-Pires do Rio e os trabalhos complementares da infraestrutura e superestrutura no trecho Pires do Rio-Brasília.

Batalhão Mauá participa da solenidade dos 50 anos da chegada dos trilhos a Brasília

Batalhão Mauá participa da solenidade dos 50 anos da chegada dos trilhos a Brasília

 

Após muitas dificuldades, tendo por vezes todo o efetivo do batalhão envolvido na obra, no dia 14 de março de 1967, às 17:30h , o Marechal Juarez Távora fez soar o apito da Locomotiva Maria Fumaça Rio Negro-1, seguida da LC-04, locomotiva Jung L-420C, anunciando a chegada dos trilhos à Capital Federal. Essas duas locomotivas, até os dias atuais, encontram-se preservadas no acervo histórico da Unidade em Araguari. Naquela tarde de domingo, também estava presente a locomotiva Mafra-2 que faz parte, desde a década de 80, do acervo do Museu Ferroviário de Pires do Rio-GO.

Passados 50 anos dessa epopeia do Batalhão Mauá no Planalto Central, o Departamento de Engenharia e Construção – DEC – por meio da Diretoria de Obras de Cooperação – DOC – e o 2º Batalhão Ferroviário realizaram evento histórico rememorando aquele dia 14 de março do final da década de 60.

Dez servidores civis e dez militares participaram, a convite do Tenente-Coronel Lincoln, Comandante do Batalhão Mauá, das comemorações alusivas a tão expressiva data. Servidores que foram partícipes na construção da primeira missão do 2º  Batalhão Ferroviário no Planalto Central – integrar Brasília ao Sistema Ferroviário Nacional –. A solenidade foi presidida pelo General Ferreira, Chefe do Departamento de Engenharia e Construção e contou com a presença de diversas autoridades civis e militares. Constou da programação: apresentação da tropa do Batalhão Mauá, presente ao evento; da Banda da Polícia do Exército, canto do Hino Nacional e da Canção do Exército; apresentação de vídeo institucional sobre a participação do Exército na construção de ferrovias; entrega de condecorações, medalhas alusivas aos 50 anos da chegada da primeira locomotiva a Brasília; descerramento da placa e inauguração do monumento alusivo à data; chegada da locomotiva à diesel VLI à estação rodoferroviário onde se encontravam as autoridades, convidados e servidores civis e militares do Batalhão Mauá, rememorando a entrada triunfal, a 50 anos atrás da locomotiva LC-04 na estação Bernardo Sayão. Após a solenidade os convidados participaram da exposição que foi montada saguão principal da rodoferroviária, hoje, Secretaria da Justiça, com paineis e materiais versando sobre a construção do trecho ferroviário Pires do Rio – Brasília.

Vários foram os momentos de lembranças e emoção. Porém, a apoteose, que tomou conta de todos foi quando da entrada de uma locomotiva da VLI, representando a antiga LC-04 ao pátio ferroviário daquela estação, soando um apito ensurdecedor e trazendo singela faixa com os seguintes dizeres: “SALVE BRASÍLIA”. Lágrimas não puderam ser contidas e desceram das pálpebras cansadas de septuagenários e octogenários servidores que, à época, ainda jovens, investiram da responsabilidade e do comprometimento com a Pátria com a missão de consolidar aquele trecho ferroviário que escreveu uma nova página na história dos transportes no País.

“Foi um dos maiores e mais emocionantes momentos que vivi nessa vida, como funcionário do nosso querido Batalhão Mauá. Pra mim, foi uma emoção muito grande e principalmente o reconhecimento que tivemos nessa manhã de 5 de abril, junto às autoridades militares do nosso Exército Brasileiro. Obrigado a todos por nos proporcionarem tanta alegria e recordações. Valeu a pena, se pudesse fazer tudo de novo, eu faria”, relatou o funcionário civil do Mauá, Nivaldo Korkievicz, 86 anos de idade, operador de máquinas, que veio do sul, em 1965, com o Batalhão Mauá, para Araguari.

1 Comentário

  1. Valdivino Antonio de Almeida disse:

    Eu morava em Araguari e era adolescente quando o batalhão Mauá chegou pra quela cidade com o intuito de trazer desenvolvimento ao planalto Central através da Estrada de Ferro.

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