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Ministério Público Federal solicita reforço para fiscalização de tablados irregulares

ter, 28 de março de 2017 05:59

Da Redação | Com Assessoria

Número de infrações relacionadas à pesca e materiais apreendidos aumentou em Araguari e Região

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado de Minas Gerais e a União, solicitando que os envolvidos elaborem e apresentem um plano de fiscalização de tablados no Triângulo Mineiro. Em relação à pesca irregular, o 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário de Araguari informou que houve aumento no número de infrações e materiais apreendidos.

De acordo com a Procuradoria do MPF, os tablados construídos para pesca e lazer têm ameaçado áreas de preservação permanente. A ação solicita ao Judiciário que o plano de fiscalização seja apresentado em 30 dias e a execução deve ser realizada no prazo máximo de 90 dias após a decisão, sendo necessária também a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento.

Fiscalização de tablados irregulares deve aumentar no Triângulo Mineiro

Fiscalização de tablados irregulares deve aumentar no Triângulo Mineiro

 

O governo de Minas Gerais foi processado por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O governo federal também está sendo processado, por meio da Marinha do Brasil, que é a instituição responsável pela fiscalização dos dispositivos flutuantes.

Em 2011 a Procuradoria em Uberlândia instaurou um inquérito para apurar a situação de tablados irregulares instalados na Área de Preservação Permanente (APP) do rio Paranaíba e da Represa Capim Branco. Em 2013 a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná realizou uma inspeção e notificou 181 proprietários de dispositivos flutuantes, solicitando a retiradas dos mesmos.

Pesca Irregular

Segundo o sargento Flexi Líbano, do 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário de Araguari, a equipe realiza fiscalizações relacionadas à pesca irregular. “A questão estrutural dos tablados é fiscalizada pela Marinha e nós verificamos se a pessoa está realizando a pesca de acordo com a legislação”.

O 4º Pelotão é responsável pela fiscalização dos reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Emborcação, Itumbiara, Amador Aguiar I, Amador Aguiar II e Miranda, além dos rios afluentes. O sargento afirma que as ações são realizadas constantemente na região. “Existem várias categorias, como pesca amadora, de lazer, esportiva e profissional. Cada uma delas possui suas restrições”.

Com o término da Piracema (1º de novembro a 28 de fevereiro) a equipe realizou um comparativo de infrações em relação ao mesmo período do ano passado. “Sempre encontramos pessoas pescando de forma irregular nos rios e verificamos que na Piracema desse ano, houve aumento de mais de 200% em multas e apreensão de materiais, como redes, tarrafa, espinhel e outros. Para cada situação, existe um procedimento. Por exemplo, se encontramos uma pessoa não credenciada transportando material irregular, os objetos serão apreendidos e ela será multada. Caso seja realizado um flagrante dentro do rio e o material estiver sendo utilizado, a pessoa será conduzida para a delegacia”.

Para cada categoria, existem restrições específicas. As pessoas que possuem carteira de pescador amador não podem utilizar redes. No caso dos pescadores profissionais, existem restrições quanto ao tamanho dos peixes, tamanho da rede, malha da rede, local onde a rede pode ser utilizada, dentre outros. “Algumas dessas situações podem gerar a prisão do pescador, como pescar peixes fora do tamanho permitido, utilizar redes que não podem ser utilizadas, dentre outros”, ressalta o sargento.

Os interessados em obter a licença para pesca amadora devem acessar o site do Ministério de Pesca e Agricultura (http://sistemas.agricultura.gov.br/pndpa/web/pesca_amadora.php). É possível imprimir uma licença provisória e, após o pagamento da guia, é possível imprimir a licença definitiva, que possui validade por um ano. A equipe do 4º Pelotão de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário informa que, em caso de dúvidas sobre materiais e locais proibidos para pesca, basta entrar em contato pelo número (34) 3241-5513, em qualquer horário do dia.

7 Comentários

  1. Janis Peters Grants disse:

    Redação,

    “Tablados”, balsas, flutuantes, nunca foram problema para o Meio Ambiente, sequer A PESCA EMBARCADA, realizada nestas “confortáveis” trapizongas, que não são motorizadas, mas podem ter suas localizações mudadas com certa facilidade.

    Quem ali pratica a pesca fora do período da PIRACEMA, com varinhas ou molinetes, estando com a “GUIA PAGA”, e respectivas Licenças de Pesca Amadora, encontram-se em conformidade com AS REGRAS ?!

    E aqueles que cercam os lagos e saídas de córregos com IMENSAS REDES ?! Há anos isso ocorre indiscriminadamente, seja na região no BARRACÃO, PORTO BARREIROS, ou mesmo no LAGO AZUL, acima da Hidrelétrica de Emborcação. É sabido por todos os praticantes da Pesca Esportiva, O PORQUÊ da absurda ausência de peixes nestes dois LAGOS.

    A construção destes TABLADOS seguem alguma norma ?! Alguma fiscalização pela Capitania dos Portos quanto a quem FABRICA e para a SEGURANÇA de quem os utiliza para LAZER ?!

    EU TENHO CONVICÇÃO de que deveriam PREOCUPAR-SE mais com o que fazem sob as águas dos LAGOS, e não com o que está VISÍVEL aos olhos de todos.

    – O USO DE REDES, é DESCARADO. Quando o Cidadão Comum intervém em algum flagrante, o responsável pelas IMENSAS REDES já vem logo dizendo que É AUTORIZADO, e que nada faz de ILEGAL.

    Pode não ser ILEGAL ( a pesca profissional com uso de redes ), mas o resultado nos LAGOS, é IMORAL.

    Atenciosamente,
    Janis Peters Grants.

  2. dago disse:

    Vc vai la no site do ministerio da pesca tira a boleta p/ pagar e a carteira provisoria valida por 30 dias,e nunca que vc consegue imprimir a carteira de pesca permanente?Como fica!!!!

  3. leonardo disse:

    sim…..estas gambiarras flutuantes devem ser removidas dos rios, assim como todo e qualquer problema ambiental, pois estão sendo usadas para lazer de alguns em detrimento da qualidade da água, pois descartam todo e qualquer resíduo no rio………………nossos rios parecem favelas em alguns trechos………independente do objetivo para a qual foram construídas, devem ser retiradas!

  4. nilton antonio disse:

    boa tarde:
    gostaria de saber como fazer para fabrica um tablado para colocar no rio araguari a sima da ponte entre uberlandia e araguari

  5. Dilson disse:

    Excelente iniciativa, uma vez que os pescadores proficionais estão usando esses tablados como plataformas para a pesca predatória, durante o dia ficam com uma varinha na mão, a noite enche o rio de rede , e de madrugada retiram antes da fiscalização, também fazem uso de arpão, onde estão acabando com as matrizes, pois procuram sempre os peixes maiores.

  6. ILDO disse:

    Eu tenho tablado, como está no condomínio temos regras para a limpeza e conservação.

    Na piracema só ficam os moradores, no condomínio e proibido o uso de rede.

    os tablados velhos, são retirados e reformados se for o caso. Pagamos a legalização para a marinha. Eu acho que o meio ambiente deveria era verificar as fazendas e industrias que jogam dejetos nos rios, para esses que prejudicam os rios ninguém comenta.

  7. Marcos disse:

    Eu nunca me conformei com o tal usuário pagador, se uma pessoa está pescando e está com a carteirinha de pesca e outra pessoa está ao lado pescando sem a carteirinha qual a diferença da agressão ao meio ambiente? Se a pessoa está pagando pode destruir? Porque a que não pagou recebe multa e talvez é conduzida à delegacia se ele esta fazendo o mesmo que o outro que pagou carteirinha?Isso acontece com a construção das usinas, elas destroem meio mundo de árvores,espécies de animais e aves, destroem cidades,vilarejos e só pelo fato de estarem pegando são autorizadas enquanto que uma pessoa que gosta uma árvore é penalizada.

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