Operação Carne Fraca investiga mais de 20 empresas em seis Estados do país
qua, 22 de março de 2017 05:00Da Redação
Frigoríficos do município não estão na lista de investigados
A Operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal, descobriu, na sexta-feira, 17, um esquema de funcionários do Ministério de Agricultura, que podem ter recebido propina para liberar carnes para comercialização sem a fiscalização adequada. Os frigoríficos do município de Araguari não estão na lista de empresas investigadas e o departamento de Vigilância Sanitária da secretaria de Saúde continua a fiscalização regular nos açougues no município.

Açougues são fiscalizados constantemente pela Vigilância Sanitária
De acordo com informações da Polícia Federal, a Operação Carne Fraca ocorreu em seis Estados e no Distrito Federal, resultando em 35 presos e dois investigados foragidos. O esquema também envolvia funcionários de alguns frigoríficos e, dentre as irregularidades encontradas, estão o uso de produtos químicos para mascarar carne vencida e excesso de água para aumentar o peso dos produtos.
O mandado de busca e apreensão foi realizado em 21 frigoríficos, porém, não há recomendação oficial para que alguma marca específica seja evitada pelos consumidores. Dentre os frigoríficos investigados, três foram interditados pelo Ministério da Agricultura: uma unidade da BRF em Mineiros (GO), uma unidade da Peccin, dona da marca Italli, em Curitiba (PR) e outra em Jaraguá do Sul (SC).
Segundo a diretora do departamento de Vigilância Sanitária (VISA) da secretaria de Saúde de Araguari, Emiliane Veloso de Almeida Borges, a Operação Carne Fraca não afetou o município. “Nossas fiscalizações continuam normalmente e não foi necessário intensificar as ações. Temos um cronograma que continua sendo executado nos açougues”.
Atualmente, a Vigilância Sanitária tem 53 processos de alvará sanitário em açougues do município “Esses estabelecimentos foram notificados, alguns estão regulares e outros ainda não”. O departamento conta com oito fiscais na área de alimentos, sendo quatro nutricionistas, um engenheiro de produção, dois médicos veterinários e uma agrônoma.
“O objetivo da Vigilância Sanitária é promover, orientar e prevenir riscos inerentes à saúde. Para isso também precisamos da ajuda da população. Caso alguém deseje denunciar um estabelecimento em situação irregular, basta entrar em contato conosco pelo número (34)3690-3140 ou pessoalmente no endereço rua Dr. Afrânio, 163, nas salas 6, 7 e 8. Estamos à disposição”, ressalta a diretora.
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