Superintendente da SAE estuda possibilidades de cortes e aumento de arrecadação
sex, 13 de janeiro de 2017 05:49por Stella Vieira
Cemig concedeu prazo até o dia 31 desse mês para a negociação da dívida
A Superintendência de Água e Esgoto (SAE) confirmou, nessa quinta-feira, 12, os valores dos débitos atuais da autarquia referentes à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Atualmente, a dívida compreende o valor de R$ 2.435.719,90, com possibilidade de parcelamento.

Empresa ofereceu formas de parcelamento e aguarda resposta da SAE
De acordo com o superintendente da SAE, André Fabiano dos Reis, após a coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, 9, representantes da gestão anterior questionaram a veracidade das informações relacionadas aos débitos com a Cemig. “Essas pessoas participaram de uma entrevista em uma emissora de rádio local afirmando que os valores divulgados estavam incorretos e que a dívida da autarquia era de R$ 1.6 milhões”.
Após a divergência de informações, o superintendente afirmou ter entrado em contato com um dos diretores da Cemig e solicitou que fosse enviado um ofício por e-mail comprovando a real situação dos débitos. “Nós recebemos uma resposta nessa quarta-feira, 11, confirmando que os valores divulgados estavam corretos e os débitos giram em torno de R$ 2.4 milhões”.
Em resposta à solicitação da SAE, o Agente de Relacionamentos com Poder Público da empresa informou que a gestão passada solicitou, no dia 28 de outubro, o parcelamento dos débitos através do Ofício 046/2016, porém, no dia 4 de novembro a Cemig informou que era necessária a aprovação de uma lei pela Câmara Municipal, autorizando o parcelamento dentro da próxima gestão.
A empresa enviou em anexo um quadro detalhado dos débitos (confira abaixo) demonstrando que apenas duas contas, que giram em torno de R$ 140 mil, relacionadas aos meses de agosto e setembro foram pagas, restando ainda duas contas de R$ 403.430,91 e R$ 430.677,89, referentes aos meses citados. Além disso, as contas integrais dos meses de outubro, novembro e dezembro não foram pagas. Atualmente, a dívida compreende o valor de R$ 2.435.719,90.

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Segundo o superintendente, para solucionar a questão, é necessário aumentar a arrecadação da SAE, caso contrário, a autarquia estará em situação de incapacidade financeira. “Estou trazendo a público que, na atual situação, se não fizermos cortes e aumentarmos a arrecadação, não teremos capacidade financeira para gerir a Superintendência de Água e Esgoto”.
A arrecadação mensal da autarquia é de aproximadamente R$ 1.2 mi, sendo que a folha de pagamento (somando encargos sociais) gira em torno de R$ 520 mil, e a conta mensal de energia em torno de R$ 450 mil. “Minhas obrigações atuais são a folha de pagamento e os débitos com a Cemig, pois sem energia, não há distribuição de água. Também temos outras obrigações financeiras, como prestadores de serviços que são necessários para o funcionamento da autarquia. Se continuarmos com a arrecadação atual e não implantarmos cortes nós estaremos sem capacidade financeira de pagamento”.
Ainda no documento, a Cemig enviou duas simulações de parcelamento do valor, sendo a primeira com uma entrada de R$ 780 mil, mais 42 parcelas de aproximadamente R$ 40 mil. A segunda proposta é com uma entrada de R$ 500 mil, mais 42 parcelas de aproximadamente R$ 49 mil. “Com nossa atual situação, a proposta não é favorável, mas se conseguirmos aumentar a arrecadação para R$ 1.5 mi podemos tentar administrar esses valores”.
Nessa quinta-feira, a Superintendência de Água e Esgoto recebeu um novo e-mail da empresa, informando que a Gerência da Gestão da Adimplência da Cemig autorizou a concessão de um prazo até o dia 31 desse mês para a negociação da dívida. “Ainda estamos estudando a situação e apresentaremos uma proposta que seja viável à autarquia até o final desse mês, esperando que cheguemos a uma solução para esse problema”, concluiu o superintendente.
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E isso aí mal entrou e já quer aumentar o valor da água . Façam como todos fazem em casa … Reduzem custos para arcar com essas despesas . Pensando bem e mais fácil aumentar as tarifas pois como sempre quem paga e SEMPRE A POPULAÇÃO
engraçado que ninguem da imprensa questiona onde foi parar todo o dinheiro da SAE!!!! como conseguiram se individar assim? Essa imprensa de Araguari só publica o que quer de acordo com seus interesses.