Informações apresentadas pela Sertran e prefeitura sobre situação do transporte coletivo são contraditórias
sex, 9 de dezembro de 2016 05:57por Stella Vieira
A paralisação do transporte coletivo no município completa quatro dias nessa sexta-feira, 9. O diretor geral da empresa Sertãozinho Transporte Coletivo (Sertran), Ademir Vicente, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberlândia (Sindttrans), Célio Moreira, estiveram reunidos com representantes do poder público nessa quinta-feira, 8, para solucionar os problemas relacionados ao serviço.
De acordo com o presidente do Sindttrans, Célio Moreira, o objetivo do sindicato é apoiar o trabalhador. “Queremos solucionar esse problema que vem se arrastando. O serviço de transporte coletivo é paralisado ao menos duas vezes por mês, então, temos que colocar um ponto final nessa situação. Dessa vez, a paralisação ocorreu por parte da empresa, sob a alegação de que a prefeitura não assinou o contrato do vale transporte”.
O presidente do sindicato esteve reunido com os trabalhadores no Mercado Municipal no início da tarde e, em seguida, se dirigiu ao Palácio dos Ferroviários, onde foi recebido pelo secretário de Gabinete, Thiago Araújo. O secretário negou as informações repassadas pelo diretor geral da empresa e afirmou que a prefeitura possuía documentos comprovatórios de que todos os pagamentos foram realizados e de que os contratos estão em dia.
Em uma entrevista a uma emissora de rádio local, o presidente do sindicato afirmou que a intenção do Sindttrans é obter as informações corretas sobre a situação e cobrar uma solução da parte que estiver incorreta. “O presidente da Câmara nos trouxe uma informação, o empresário nos trouxe outra versão e conversando pessoalmente com o secretário de Gabinete, obtivemos informações completamente diferentes, então, estamos pedindo documentos que comprovem que a prefeitura realizou os pagamentos”.
Segundo o presidente do sindicato, o empresário alegou que não recebeu o valor do vale transporte dos servidores públicos. “Esse valor ajuda o equilíbrio econômico financeiro do sistema e sem esse repasse, não haverá transporte em Araguari. O empresário alega que entre os dias 10 e 20 de novembro, a prefeitura deveria ter adquirido o vale transporte, mas a prefeitura afirma que comprou e pagou os vales. Os trabalhadores não podem ficar nesse fogo cruzado”.

Presidente do Sindttrans esteve no município e afirmou que irá apoiar a causa dos trabalhadores da empresa
Os trabalhadores da empresa informaram que até à tarde dessa quinta-feira ainda não haviam recebido o pagamento do salário, que deveria ter sido depositado no quinto dia útil. Além disso, os funcionários afirmam que as condições dos veículos utilizados para o serviço são precárias. “Eles não receberam o salário, o FGTS está atrasado, muitos trabalhadores estão com duas férias vencidas, existe apenas um banheiro na garagem e o 13º veio errado. Várias situações precisam ser corrigidas”, enfatizou Celio Moreira.
Ademir Vicente, diretor geral da Sertran comentou que presta o serviço ao município em regime emergencial há três anos. “Esse contrato é renovado a cada três meses e o último, que venceu no dia 1º de novembro, ainda não foi assinado pela prefeitura. Os pagamentos referentes até o mês de outubro estão todos quitados, mas como não tenho o contrato, não pude emitir a nota do mês de novembro. Nós prestamos o serviço no mês de novembro sem contrato”.
O empresário ressaltou que esteve reunido com a equipe de assessoria da prefeitura e que um novo contrato seria gerado e assinado. “Eles entenderam que ocorreu algum problema interno e o contrato não foi gerado, então, a promessa é que ainda nessa quinta-feira seria gerado um documento para ser assinado pela prefeitura e a empresa. Com essa formalidade, voltaremos a prestar o serviço”.
O empresário acrescentou que a prefeitura não comprou os vales transportes referentes ao mês de novembro devido à inexistência do contrato. “Teoricamente, a prefeitura não deve nada para a empresa a não ser a renovação do contrato. Se os servidores estão utilizando vales, devem ser provenientes de algum estoque da prefeitura. Gostaria de esclarecer apenas que essa paralisação não se trata de uma greve e não estamos utilizando essa situação para forçar a prefeitura a nada. A questão é que eu não tenho o contrato e sem o documento, não posso rodar os ônibus no município”.
Após a entrevista, o diretor geral da Sertran esteve reunido com o presidente do Sindttrans no Palácio dos Ferroviários. “Entendemos que a prefeitura não realizou o pagamento porque não existe mais o contrato e que a empresa está prestando o serviço de forma clandestina no município. Essa é uma questão séria. O contrato emergencial deve ser renovado até que seja feita a licitação, porém, a informação que obtivemos é que a prefeitura não renovará o contrato em novembro porque passará para a outra gestão. Se a lei determina que o contrato deve ter a duração de três meses, é uma situação inevitável, mas o município não pode ficar sem o serviço”, concluiu Célio Moreira.
O diretor geral da empresa foi atendido pelo superintendente da SAE, Edson Dias Vieira Júnior, que negou as informações repassadas pelo empresário. “Ele afirmou que não existia um contrato, então recorri ao secretário de Administração, Braulino Borges, que me informou que o contrato existia e me apresentou o documento, assinado no dia 26 de outubro e publicado. O contrato existe, é vigente e tem a validade de 90 dias. Por parte da prefeitura, estamos com a situação regular e o contrato em mãos”.
Braulino Borges, secretário de Administração, apresentou o documento ao Gazeta do Triângulo e ressaltou que a prefeitura está totalmente adimplente com a empresa. “O prestador do serviço disse que está rodando de forma ilegal no município, mas isso não é verdade. O contrato foi publicado e assinado pelo gestor, Divonei Gonçalves (secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana) e pelo proprietário da empresa, Ademir Vicente. Nós temos o documento que descaracteriza a informação dada. A empresa foi notificada através da Procuradoria para que retome o serviço imediatamente, caso contrário, nosso Jurídico tomará as medidas cabíveis”.
Em relação ao vale transporte, o secretário de Administração afirma que esse ano a empresa recebeu a quantia de R$ 1.857.952,50. “O contrato nos obriga a ter uma quantidade mínima de vale transporte mensal que é de R$ 65 mil e eu comprovei que esse valor foi superado e atendemos às cláusulas contratuais. Se diluirmos o valor em 12 meses seria um pagamento regular de R$ 154 mil ao mês, que é suficiente para manter a folha de pagamento da empresa em dia, então, defendemos que a paralisação é imotivada e ilegal”.
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Parabéns Raul! Está deixando uma verdadeira bagunça generalizada! Onde já se viu superintendente da SAE se pronunciar nesta pasta? A bagunça generalizou.
E o povo vai continuar sendo mal servido, marca dos catastróficos administradores municipais, ontem, hoje, amanhã e sempre. Araguari merece o melhor, mas infelizmente não tem, então é ficar com as coisas ridículas que administram o município a moda raio que parta o povo.
Como faz contrato com uma empresa que em Belo HOrizonte tem muitos processos no Tribunal Regional do trabalho Terceira região.