A obesidade vai muito além de um excesso de peso, afirmam os especialistas
qui, 1 de dezembro de 2016 05:19Da Redação
Considerada atualmente como um dos mais graves problemas de saúde pública, a obesidade e o sobrepeso acontecem quando a ingestão alimentar é superior ao gasto energético, seja por consumo excessivo, alimentação inadequada e problemas hormonais. Apesar de ser uma doença de condição individual, há um crescimento dela na sociedade, vez que fatores culturais, ambientais, genéticos e os hábitos sociais influenciam bastante na sua ocorrência.

Além de doenças relacionadas a distúrbios gastrintestinais e problemas metabólicos causados pelo sobrepeso, é importante ressaltar outras consequências como problemas psicossociais como discriminação, complicações ortopédicas, alterações posturais e apnéia do sono
Segundo pesquisas, o aumento dos casos de obesidade em sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX, teve como principais causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo. Um estilo de vida cada vez mais sedentário, estresse da vida moderna e do dia-a-dia, além do sono insuficiente, também contribuem para que a doença ocorra.
Além de doenças relacionadas a distúrbios gastrintestinais e problemas metabólicos causados pelo sobrepeso, é importante ressaltar outras consequências como problemas psicossociais como discriminação, complicações ortopédicas, alterações posturais e apnéia do sono.
Conforme informações da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) quase 60% dos brasileiros estão acima do peso, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso indica uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2%), que no sexo masculino (55,6%).
De acordo com o fisiologista clínico Dimas de Araújo Júnior, responsável pela Clínica do Emagrecimento em Araguari, as estratégias de tratamento e redução de peso são um processo contínuo e mais efetivas, se associadas a uma reeducação alimentar, atividade física orientada e medicamentos no caso de patologias. Uma forma possível de reeducação alimentar é oferecer calorias em pequenas quantidades, levando em conta que esta restrição calórica deverá ser moderada e progressiva para não causar desconforto no paciente.
Vale ressaltar que, quanto maior o tempo de seguimento de uma dieta desbalanceada maior será o risco de desenvolver problemas nutricionais, como carência de vitaminas e minerais, por isso a importância de um acompanhamento nutricional individualizado, uma vez que, cada pessoa possui um biótipo que deve ser respeitado na tentativa de perder peso. “É importante o paciente passar por consultas especificas que indiquem os procedimentos necessários a cada pessoa. Após isso, é feito o acompanhamento com dietas naturais e exercícios que precisam ser realizados com profissionais qualificados,” disse.
Em Araguari, segundo ele, além do grande número de adultos que procuram tratamento para obesidade – chegando a 100 consultas por mês na referida clínica, há também muitos casos relacionados a sobrepeso na infância. Após pesquisas, em torno de 63% de crianças de idade entre 5 a 12 anos tem sobrepeso no município. “Os pais e responsáveis também precisam estar atentos à alimentação dos pequenos. É fato que a maior oferta e variedade de guloseimas calóricas e o cotidiano sedentário levam a um progressivo aumento da obesidade em crianças e adolescentes,” ressaltou.
Tratamento
A prevenção e tratamento da obesidade exigem mudanças diretas nos hábitos alimentares, por meio de programas de educação alimentar e estilo de vida. A orientação do fisiologista clínico é variar a alimentação que deve ser composta por todos os itens presentes na Pirâmide Alimentar, em quantidades e proporções adequadas a cada organismo.
Manter um número certo de refeições diárias, priorizar hortaliças, frutas, cereais integrais, leguminosas, laticínios desnatados e carnes magras. Evitar os alimentos gordurosos e fritos, assim como o excesso de embutidos e lanches elaborados com muita gordura.
Reduzir o consumo de produtos açucarados ou com excesso de sal, assim como molhos de saladas comercializados. Temperar as saladas com ervas frescas, limão e azeite. Evitar os refrigerantes, consumir sucos naturais, água e chá, que no verão podem ser gelados e acrescidos de polpa de frutas. Praticar atividade física regularmente, sob orientação de profissional habilitado.
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