Acusado de matar a própria esposa vai a júri nesta quarta-feira
qua, 30 de novembro de 2016 05:58Da Redação
Sob a presidência do juiz Cássio Macedo Silva, da 2ª Vara Criminal, o Tribunal do Júri da Comarca se reúne a partir das 9h de hoje, 30, para o julgamento de E. R. C. (45 anos).
Ele foi denunciado pelo assassinato de sua própria esposa, Miramar Fernandes de Oliveira Gregório, de 50 anos, em fevereiro de 2015, na rua Isolino Américo Silva, bairro Vieno.
A vítima apresentava três perfurações de arma branca no lado esquerdo do peito e foi encontrada caída na cozinha de casa, sem vida, pela guarnição BM, comandada pelo sargento Cristiano Pereira. Uma faca com marcas de sangue estava ao lado do corpo.
Os bombeiros chegaram a fazer um boletim de ocorrência de suicídio, enquanto a Polícia Militar definiu inicialmente o BO como outras infrações contra a pessoa. Porém, com o desenrolar das investigações, a Polícia Civil entendeu que havia ocorrido um crime de homicídio e indiciou o suspeito.
O mesmo contou aos policiais que ele e a mulher se encontravam numa festa na residência da filha de Miramar Fernandes, e ingeriram bebida alcoólica. Disse que voltaram para a casa, por volta de 20h. Enquanto verificava a temperatura do chuveiro para o filho de 10 anos, que tomava banho, a mulher estava na cozinha, onde encontrou a mesma caída e bastante ferida.
Relatou o denunciado que, em seguida, correu em busca de ajuda. Dois jovens entraram no imóvel e chegaram a presenciar a vítima com vida, querendo falar algo, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda conforme a versão do suspeito, à época, a companheira demonstrava estar magoada, pois havia discutido com o irmão na festa ocorrida mais cedo, porém, tal situação foi negada pelo irmão de Miramar e a própria filha dela.
A filha de Miramar Fernandes, aliás, revelou que sua mãe pretendia terminar o relacionamento com o suspeito, e até havia presenciado algumas discussões recentes do casal. Diante das contradições, o homem foi levado à Delegacia da Comarca para esclarecimentos.
“Cabe salientar que a vítima antes da prática criminosa estava decidida em separar-se do denunciado, haja vista as várias agressões sofridas”, colocou o promotor André Luís, acrescentando que na Delegacia, o investigado demonstrou bastante frieza e nenhuma emoção acerca da morte da companheira.
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Já virou moda, homem matar mulher.
Mas é porque sabem que não tem punição, neste país. Sabem que todo brasileiro tem direito de matar um. Réu primário.
Ninguém está interessado em deixar ninguém preso, custa caro. Antes só do que mal acompanhado.