Dia de Finados: fiéis visitam cemitérios e rezam em memória de seus entes queridos
qua, 2 de novembro de 2016 05:51Da Redação
Oferecimento de orações aos falecidos é uma tradição antiga da igreja católica
O Dia de Finados (Dia dos Fiéis Defuntos) celebrado nessa quarta-feira, 2, foi instituído pela igreja católica no século XIII. A tradição de rezar pelos fiéis falecidos teve início no século II, quando os cristãos começaram a visitar os túmulos dos mártires.
De acordo com a tradição católica, no século V a igreja dedicava um dia ao ano para rezar por todos os falecidos, especialmente por aqueles que ninguém rezava ou lembrava. A partir do século XI, os papas solicitaram que toda a comunidade dedicasse um dia do ano para rezar pelos fiéis defuntos e, a partir do século XIII, esse dia anual foi fixado em 2 de novembro, próximo à Festa de Todos os Santos, que foi comemorada pela igreja nessa terça-feira, 1º de novembro. Nesse dia, a igreja especialmente autoriza cada sacerdote a celebrar três missas pelos fiéis defuntos.

O Dia de Finados (2 de novembro) foi instituído pela igreja católica no século XIII
O pároco da igreja São José Operário, padre Hélio Soares, afirma que a tradição de orar pelos defuntos é citada em várias partes da Sagrada Escritura. “A igreja se apoia principalmente nas escrituras pedindo para que os fiéis rezem pelos mortos, então, nessa data, se faz memória aos falecidos e reza-se em sufrágio dos nossos irmãos, para que possam encontrar a ressureição e o descanso eterno”.
O padre comenta que, além de fazer memória aos mortos, os fiéis também professam sua fé na ressureição. “A igreja faz a profissão de fé na ressureição, porque nós cremos que, com a morte, a vida não é tirada, mas sim transformada. Nós temos um lugar preparado pelo Senhor no céu, como Ele mesmo prometeu. ‘Para onde Eu vou, Vou preparar-vos um lugar’, então, se nós somos filhos de Deus, somos também herdeiros de Deus e a herança que nos aguarda é o céu”.
Segundo o pároco, não há um rito específico para o Dia dos Finados. “O rito principal é a missa, onde atualizamos o mistério salvífico de Cristo e onde realmente se realiza a Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele morre e ressuscita para que possamos também ter essa garantia da plenitude da vida. Diante do altar, realizamos esse momento de ação de graças e agradecemos a Deus, pois, por meio de Jesus Cristo, podemos ser vencedores não apenas sob a morte, mas também sob s situações de morte que vamos encontrando em nosso caminho”.
Esse ano, as missas serão celebradas no Cemitério Bom Jesus às 8h, 10h e 15h, e no Cemitério Park às 9h. “O mais importante não é o local em que celebramos a missa, se na igreja ou no cemitério, mas o importante é nos posicionarmos diante do altar com Cristo e elevar a Deus nossa ação de graças. Como diz o canto da igreja ‘a certeza que vive em mim é que um dia verei a Deus. Contemplá-lo com os olhos meus é a felicidade sem fim”.
O padre ressalta que o Dia de Finados não é um simples feriado, mas também um momento de reflexão. “O importante não é apenas rezarmos pelos mortos, mas também nos colocarmos diante da nossa condição humana e da nossa finitude. Muitas vezes pensamos que temos aqui nossa morada permanente e queremos construir todo o sentido da nossa vida na terra. Ficamos naquela corrida desenfreada por dinheiro, bem estar e nos alienamos, mas nossos próprios corpos denunciam essa finitude. Precisamos ter consciência de que existe algo maior para ser construído, que vai além das nossas necessidades temporais. Nesse mundo, passamos por uma série de angústias, que são um anseio por plenitude de vida, que os bens desse mundo não podem nos oferecer. Só esse bem maior que é Deus”.
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Uma pena é que os políticos de Araguari parecem que não visitam os cemitérios.
Ontem fui ao Bom Jesus, e notei que as passarelas continuam precárias, além de alguns túmulos meio que abandonados.
Já o Cemitério Park, parece abandonado totalmente, pois estava uma bagunça na sua entrada, onde veículos tinham que revesar para entrar e sair, concorrendo com pedestres pela mesma entrada estreita, já que os vendedores de flores tomavam conta de parte da entrada. Lá dentro então da vergonha, pois as pistas estão esburacadas, não existe passarelas entre os túmulos e jazigos, muita terra, barro. O cemitério não foi cercado até hoje, nem asfaltado em sua frente. O Marcão foi prefeito por quatro anos e parece que não foi lá, espero que vá agora nesse novo mandato. O Raul também parece que não sabe o caminho.