Diagnóstico aponta queda na violência doméstica e familiar contra a mulher em Araguari
sex, 21 de outubro de 2016 05:09Da Redação
Mulheres continuam sendo vítimas de agressões em Araguari, mas com uma frequência menor nos últimos tempos, conforme Diagnóstico de Violência Doméstica e Familiar nas Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp’s) de Minas Gerais, divulgado pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
Para as autoridades especializadas, representa um avanço pequeno, mas significativo e que pode continuar evoluindo se as vítimas aproveitarem o amparo da Lei Maria da Penha para colocar os agressores em seu devido lugar.
No município, em 2013, a média de mulheres agredidas representava 6,51%, de acordo com a Seds. Aumentou para 6,83% no ano seguinte. Em 2015, houve uma queda considerável para 5,47%. Os números do ano atual estão sendo computados, mas acredita-se que a redução continue, levando-se em conta os registros policiais.

Araguari é a oitava colocada da região em agressões, conforme dados de 2015
Na região compreendida pela RISP 09 (18 cidades do Triângulo Mineiro), Araguari ocupa a oitava colocação no ranking em agressões contra mulheres. Ipiaçu aparece na ponta, seguida por Monte Alegre e Prata. Os municípios de Gurinhatã, Indianópolis e Grupiara são os melhores no ranking, com pouquíssimos casos dessa natureza, considerando os números do ano passado.
A violência física lidera as ocorrências, seguida pela psicológica e patrimonial, segundo o documento. As mulheres submetidas à violência física sofrem agressões, estupros e homicídios (tentados ou consumados). A psicológica compreende abandono material, ameaça, constrangimento ilegal, maus-tratos, perturbação do trabalho e do sossego, sequestro e cárcere privado e violação domicílio. Os crimes patrimoniais se configuram quando parceiro se apropria de bens e objetos ou as explora financeiramente.
Desde 2013, ano base do Diagnóstico, a condição das mulheres vítimas quanto ao tipo de relacionamento com os autores de violência doméstica e familiar não sofreu alterações significativas. Em 2015, os cônjuges/companheiros foram os autores em 38,5% dos casos; ex-cônjuges/companheiros, em 30,1%; filhos/enteados, em 9,0%; e irmãos, em 7,9%.
O grupo mais numeroso de vítimas de violência doméstica e familiar é o de mulheres na faixa de 25 a 34 anos de idade. Em seguida, vem a faixa de 35 a 44 anos e a de 18 a 24. Quanto à cor da pele, manteve-se em 2015 a predominância de mulheres pardas.
PIONEIRISMO
Em uma iniciativa até então desconhecida pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou que a prefeitura de Araguari comece a cobrar dos agressores o valor gasto pelos cofres públicos no tratamento de mulheres agredidas.
“O agressor terá que indenizar, pois não faz sentido socializar o custo da agressão. Quem não bateu, não tem que dividir isso. O tratamento é gratuito para a vítima, mas não pode ser para o agressor”, justificou o promotor responsável pela recomendação, André Luís Alves de Melo, em entrevista ao jornal o Tempo de Belo Horizonte.
Segundo colocado na reportagem, a medida, apesar de significar economia no orçamento, tem como principal objetivo sensibilizar e prevenir casos enquadrados na Lei Maria da Penha. “Os crimes de violência doméstica são uma realidade em nossa cidade, pois o machismo é grande. A melhor maneira de se combater um crime é fazendo políticas de prevenção, como acreditamos”, enfatizou André Luís.
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Todas as vezes que eles form presos, é bom dar-lhes uma surra boa e colocá-los junto com os presos perigosos só assim eles vão parar de ser machões. Tem gente que não adianta muito conversar. Sei que violência gera violência, mas umas chibatadas em quem merece é de bom tamanho.