Calçadas desniveladas prejudicam locomoção de deficientes em Araguari
qua, 19 de outubro de 2016 05:37Da Redação
Não precisa andar muito para perceber o problema, que infelizmente passa desapercebido pela maioria da população e pelo poder público. Calçadas desniveladas, fora das normas exigidas, com piso quebrado, sem rampas ou com rampas fora da medição adequada prejudicam a locomoção de deficientes. Atividades diárias ficam comprometidas pela dificuldade em realizar uma simples caminhada.

No Centro da cidade, muitas calçadas não oferecem condições adequadas para o trânsito de pedestres
No centro da cidade, esse tipo de situação é frequente. Ainda em obras, a frente do Ginásio Poliesportivo General Mário Brum Negreiros é intransitável para um cadeirante ou cego. A falta de acessibilidade pode ser evidenciada com uma simples observação mais atenta.
Um comerciante que preferiu não se identificar procurou a reportagem na tarde de ontem para relatar algumas situações que ele considerou importantes. Ele contou que, em uma conversa com um deficiente visual, soube de dificuldades que poderiam ser evitadas com a colocação de pisos e cuidado de lojistas e moradores na hora de construir a calçada. “Isso deveria ser fiscalizados pela prefeitura. Na construção do passeio deve se observar mais a questão da convivência do que da estética. Os mestres de obras, engenheiros, precisam ter essa consciência,” comentou.
Segundo Divina Eterna Cardoso, presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Araguari – ADEFA, as cobranças relativas à acessibilidade foram parar no Ministério Público. “É uma reclamação constante, de deficientes visuais e físicos,” disse.
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Com Deficiência, Vicente Gonçalves Chaves afirma que várias obras construídas não foram revistas, embora tenha sido feito o alerta. “Desde os anos 90, a Lei Orgânica prevê a adaptação em prédios públicos e logradouros,” pontuou.
Para ele, a principal conquista no sentido de garantir os direitos da pessoa com deficiência em Araguari seria a criação de um núcleo de acessibilidade na secretaria de Obras. “Eles dariam parecer nos alvarás, seriam responsáveis por fiscalizar e orientar. Apesar de termos o olhar clínico, não podemos estabelecer irregularidade ou regularidade em obras. Não posso presumir antes da obra ser concluída que essa adaptação não vai ser feita. Isso é essencial,” concluiu.
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Pois é, principalmente no centro da cidade, constantemente observamos construções novas sem se preocupar com a mobilidade urbana. Ademais essas construções são liberadas por alvarás de funcionamente da mesma maneira (que se lixe o próximo, vale o meu interesse). Culpa principal dos poderes públicos que fecham os olhos para o problema. Deveria ser observada a mobilidade humana em primeiro plano (é um caso que sempre traz problemas para qualquer um, desde cadeirantes, idosos crianças etc.)