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Araguarinos ainda votam no município mesmo vivendo em outras cidades

seg, 3 de outubro de 2016 05:03

Da Redação

Eleitores preferiram enfrentar a estrada a justificar o voto ou transferir seu título

Alguns araguarinos da 16ª Zona Eleitoral, mesmo morando em outros municípios, preferiram continuar votando em sua cidade de origem. Em alguns casos, os eleitores preferem enfrentar a distância a justificar seu voto ou transferir seu título eleitoral.

De acordo com Silas Henrique Barbosa, 27 anos, é importante exercer a cidadania em seu município de origem. “Eu não quis transferir meu título, porque essa é a cidade na qual eu nasci e acho importante exercer a minha cidadania aqui. Essa não é a cidade em que vou morar para o resto da vida. Morei em outros municípios, como Araporã, e agora estou em Uberaba, mas sempre fiz questão de voltar para Araguari, pois tenho muito carinho por essa cidade e toda a minha família mora aqui”.

Silas Henrique e sua esposa moram em Uberaba, mas votam em outras cidades

Silas Henrique e sua esposa moram em Uberaba, mas votam em outras cidades

O jovem mora em Uberaba há dois anos, mas afirma ter acompanhado as propostas dos candidatos, mesmo à distância. “Acompanhei as propostas pelas redes sociais, que facilitaram bastante o acesso a esse tipo de informação. Além disso, venho à Araguari pelo menos duas vezes por mês e tento me atualizar em relação ao que está acontecendo na esfera política. Acho que é muito importante vir, votar e escolher a pessoa que eu acho que fará o melhor para minha cidade, que é Araguari”.

A distância de mais de 600 km também não impediu João Lemos de vir ao município para escolher seus candidatos. O araguarino mora em São Paulo desde 1994 e preferiu não transferir seu domicílio eleitoral. “Venho sempre a Araguari e minhas raízes estão aqui”.

Geralmente, os eleitores preferem manter seu domicílio eleitoral em suas cidades natal devido às ligações familiares com o local. Lucas Amaral mora em Goiânia há cinco anos, mas continua votando em Araguari. “Esse ano, infelizmente, eu tive que justificar meu voto, mas fui criado em Araguari e todas as minhas raízes estão na cidade. Mesmo não tendo votado, acompanhei todo o período eleitoral e acredito que foi uma disputa bem acirrada, principalmente para o cargo de prefeito”.

Esse tipo de situação ocorre principalmente em cidades pequenas e do interior do estado, como é o caso da cidade de Córrego Novo, onde o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) registrou um número maior de eleitores (3.234) do que de moradores (3.032).

Maria Aline Mamede Souza é de Uberlândia, mas transferiu seu domicílio eleitoral para Araguari, onde morou durante nove anos. “Eu estou morando em Uberlândia agora, mas gosto muito da cidade de Araguari e continuo trabalhando no município, então, decidi continuar votando aqui”.

A uberlandense afirma que pesquisou bastante as propostas dos candidatos antes de decidir sobre seu voto. “Sempre escutamos boatos a respeito dos candidatos, então, achei melhor buscar informações e estudar antes de escolher um candidato a prefeito e a vereador. O Brasil está passando por um período político de mudanças e acredito que as pessoas estão votando de forma mais responsável. Acredito que isso ajudará a mudar o cenário político para melhor”.

O estudante Vinicius Pena não mora em Araguari desde 2010 e também não transferiu seu Título de Eleitor. “Fui para a cidade de Jataí na época das eleições presidenciais, mas não me lembrei de fazer a transferência e tive que justificar meu voto. Morei lá durante um ano e transferi meu curso para Uberlândia, então, decidi manter meu título em Araguari”.

Segundo o estudante, um dos motivos para manter o domicilio eleitoral em sua cidade de origem foi a comodidade. “Em Araguari, conheço meu local de votação e a distância entre as duas cidades não é grande, então, não há problema em relação ao deslocamento para votar”.

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