Policiais Civis de Araguari aderem à greve estadual
ter, 21 de junho de 2016 05:20Da Redação | Com Assessoria
Durante a paralisação, atendimento à comunidade ocorrerá entre as 14 e 16h30
Os policiais civis do estado de Minas Gerais iniciaram, nessa segunda-feira, 20, uma paralisação por tempo indeterminado. A greve geral foi aprovada em assembleia geral dos sindicatos das categorias, realizada no dia 15, em Belo Horizonte. Em Araguari, a categoria trabalhará com a escala mínima de 30% do efetivo, sendo que o atendimento à população ocorrerá em horários reduzidos.
De acordo com o policial civil Marcelo Teixeira da Costa, representante em Araguari do Sindicato dos Policiais Civis (SindPol) de Minas Gerais, participarão da greve no município as carreiras de delegado, investigador, escrivão e médico legista. “Tivemos a adesão de quase todas as carreiras, exceto os peritos. Os horários de atendimento dos setores serão das 14 às 16h30, sendo que nos demais horários estaremos aqui apenas para prestar informações”.

Todos os serviços continuam sendo realizados, porém, com horário de atendimento reduzido
O representante afirma que todos os serviços serão realizados, porém, em escala menor. “Não houve paralisação total de nenhum serviço. Para que a greve seja legal, é permitido apenas 70% de paralisação, sendo que dentro dos 30%, todos os serviços essenciais e inadiáveis de segurança pública deverão ser feitos, como prisão em flagrante, cumprimento de mandado de prisão, entre outros. Haverá apenas a redução dos serviços, por exemplo, se a banca examinadora do Detran realiza em média 100 exames de direção por semana, serão apenas 30 exames”.
Segundo o representante, a greve foi deflagrada devido ao não cumprimento das propostas do governo do Estado. “Quando o governador Fernando Pimentel (PT) se candidatou, foram feitas diversas propostas de apoio e valorização da Polícia Civil em Minas Gerais, porém, com o decorrer do mandato, isso não ocorreu. O objetivo da greve é chamar a atenção do governo para que possamos alcançar essa valorização que a Polícia Civil almeja, oferecendo um serviço de melhor qualidade para toda a população”.
Dentre as reivindicações da classe, está a equiparação salarial dos investigadores (R$ 4.098) com a remuneração dos peritos (R$ 8.100) e dos vencimentos dos delegados (R$ 11.900) com os dos defensores públicos (R$ 18.000). “Os requisitos para ingresso na carreira são os mesmos, mas há divergência salarial dentro da instituição e o serviço de todos é de grande importância”.
O Sindicato dos Policiais Civis também está solicitando que o governo dobre o salário dos profissionais do administrativo (R$ 1.000) e que sejam nomeados os excedentes da Polícia Civil. “Foi solicitada a nomeação de todos os investigadores que passaram no concurso público e também o fim do parcelamento salarial com pagamento integral no quinto dia útil, pois o Estado vem fazendo o pagamento do servidor público em três parcelas”.
Outra solicitação é relacionada à melhoria da estrutura física das unidades da Polícia Civil. “A luta é em prol da melhoria para os servidores e para a sociedade, então, precisamos de melhor estrutura para receber o cidadão. Além disso, em alguns municípios, a cadeia pública é de responsabilidade da Polícia Civil, mas não é nossa atribuição. Em Araguari isso não ocorre, mas em alguns municípios essa também é uma das reivindicações. Solicitamos também o provimento de mais concursos para melhor atender a todos”.
O Sindicato publicou, na sexta-feira, 17, uma cartilha de greve orientando as unidades da Polícia Civil sobre as medidas que devem ser adotadas. Serviços como a emissão de documentos de veículos, exames de habilitação, emissão de Carteira de Identidade, entre outros, também serão reduzidos a 30%. As ocorrências com presos serão recebidas normalmente durante os plantões, não havendo prejuízos para a lavratura de autos de prisão em flagrante, termos circunstanciados de ocorrência, medidas protetivas de urgência em favor da mulher vítima de violência doméstica, dentre outras medidas de urgência, que serão atendidas normalmente.
Os representantes dos sindicatos agendaram uma reunião com o líder do governo, Durval Ângelo (PT) e também tentaram negociar com o governo do Estado a inclusão das reivindicações no texto da reforma administrativa, que está em andamento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O representante de Araguari ressalta que a população deve procurar os serviços com antecedência. “Como não houve manifestação do governo, a greve será por tempo indeterminado, então, é importante que a população se informe com antecedência, para que não seja prejudicada”. Em casos de dúvidas ou para mais informações sobre a greve, os interessados devem entrar em contato pelo número (34) 3249-5800.
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